- Pela Redação
- 29/05/2023
Márcio Eça do rufandobombonews
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi, comentou pela primeira vez o episódio ocorrido durante a inauguração do primeiro trecho da Ferrovia Estadual, no último sábado (20), em Dom Aquino, quando foi impedido pelo cerimonial de discursar. Segundo o parlamentar, o constrangimento não foi direcionado à sua pessoa, mas à instituição Assembleia Legislativa, que teve papel decisivo na criação da legislação que permitiu a implantação da primeira ferrovia estadual do país.
"Eu não diria que boicotaram o Max. Talvez tenham boicotado o deputado Max Russi, mas, acima de tudo, boicotaram uma instituição, que é a Assembleia Legislativa de Mato Grosso", afirmou.
Russi destacou que o Legislativo foi responsável pela aprovação da Emenda Constitucional nº 93, de 2020, que alterou a Constituição Estadual e abriu caminho para as concessões ferroviárias em Mato Grosso.
"Nós fomos os responsáveis por aprovar a Emenda Constitucional 93 de 2020, que deu condição de sair a primeira concessão ferroviária estadual do Brasil. Foi um movimento da Assembleia, com aprovação de todos os deputados", ressaltou.
Para o presidente da ALMT, o evento perdeu a oportunidade de reconhecer a participação do Parlamento em um projeto considerado histórico para o Estado.
"Infelizmente pensaram pequeno em um evento de grandiosidade ímpar. Não foi dada a palavra a um dos Poderes para falar do trabalho realizado em favor desse investimento", criticou.
Max Russi também revelou que, se tivesse discursado, cobraria o avanço da ferrovia até Cuiabá.
"Eu iria aproveitar a oportunidade para cobrar que os trilhos cheguem a Cuiabá. O compromisso foi levar a ferrovia até Dom Aquino e agora é preciso construir o ramal para a capital. Cuiabá merece esse terminal, merece a ferrovia, e nós vamos trabalhar forte para isso", concluiu.
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