Mauro minimiza polarização e defende debate baseado em resultados

Polarização entre esquerda e direita



Márcio Eça do rufandobombonews 

O ex-governador de Mato Grosso e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes (União Progressista), afirmou que a polarização entre esquerda e direita continua presente no cenário político, mas avalia que ela perdeu força entre parte do eleitorado. Segundo ele, a população está mais preocupada em escolher candidatos com capacidade de apresentar resultados do que com posicionamentos ideológicos.

A declaração foi dada durante o lançamento de sua pré-candidatura ao Senado, na noite desta terça-feira (23). Questionado sobre uma possível disputa polarizada entre o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), e o deputado federal José Medeiros (PL), Mauro afirmou que essa lógica não é mais uma "verdade absoluta".

"Essa máxima não é uma verdade absoluta, porque nas últimas eleições no Brasil inteiro houve essa polarização e ganharam pessoas do centro", disse.

Para o ex-governador, o eleitor quer representantes que demonstrem competência para administrar e melhorar a vida da população.

"O eleitor está muito mais preocupado hoje, na minha opinião, com alguém que tenha qualidade. Não é a direita, não é a esquerda que vai botar comida na mesa. Não é a direita ou a esquerda que vai fazer as coisas acontecerem. São pessoas que têm responsabilidade e capacidade para governar", afirmou.

Mauro voltou a se definir como um político de centro-direita, mas ressaltou que sempre governou para toda a população, independentemente da posição ideológica de cada cidadão.

"Eu nunca fui radical de direita. Respeito as pessoas de esquerda e me considero uma pessoa de centro-direita. Como governador, tive o dever de governar para todos os mato-grossenses", declarou.

Ao ser questionado se a polarização está perdendo espaço, Mauro respondeu que essa é sua percepção e que pesquisas apontam na mesma direção.

"Ela ainda é forte, não tem como deixar de reconhecer isso, mas tem muita gente decepcionada tanto na esquerda quanto na direita", concluiu.

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