Max Russi critica 'jabutis' e acusa governo de atropelar a Assembleia

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Redação 

 

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), fez duras críticas ao Governo do Estado por encaminhar projetos de lei com dispositivos que, segundo ele, retiram prerrogativas do Parlamento. Durante a sessão desta quarta-feira (24), o parlamentar pediu que o Executivo deixe de enviar "jabutis" nas propostas e afirmou que, caso a prática continue, poderá barrar a tramitação de novos projetos enquanto estiver à frente da Casa.

A manifestação ocorreu durante a discussão do Projeto de Lei Complementar (PLC) 21/2026, que altera a estrutura e as atribuições da Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Mato Grosso (Ager).

Segundo Max, a Comissão da Assembleia e os deputados precisaram modificar o texto para restabelecer competências que haviam sido retiradas do Legislativo.

"Quero dizer aos nobres parlamentares que esse projeto chegou a esta Casa, mandado pelo governo, tirando muitas prerrogativas do Parlamento Estadual. Nossa comissão trabalhou, os nossos deputados trabalharam, e essas prerrogativas da Assembleia voltaram novamente ao projeto de lei para ser votado", afirmou.

O presidente da ALMT também criticou a inclusão de dispositivos sem relação direta com a matéria principal — conhecidos no meio político como "jabutis" — e acusou o Executivo de tentar enfraquecer o Poder Legislativo.

"Peço ao governo que pare de mandar esses jabutis, tentando tirar a força da Assembleia, tentando tirar a autonomia e as prerrogativas do Parlamento Estadual de legislar. Não existe só o Executivo; existe Executivo, Legislativo e Judiciário", declarou.

Max Russi afirmou ainda que o governo tem insistido em enviar projetos que reduzem a atuação da Assembleia e advertiu que poderá impedir a votação de futuras matérias caso a prática continue.

"Hoje nós vamos votar em primeira votação e conversar com os deputados antes da segunda, porque houve pedido de vários parlamentares. Mas, se o governo insistir em mandar projetos tirando prerrogativas da Assembleia e enfraquecendo o Parlamento Estadual, numa próxima oportunidade nós não votaremos. Enquanto eu for presidente, faço questão de segurar um projeto desse", concluiu.

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