Abilio acusa vereador de usar CPI para “show de mídia” e questiona critérios da oposição

"Ele Daniel passou pano para o Chico 2000"




Márcio Eça do rufandobombonews 

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), fez duras críticas ao pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) protocolado pelo vereador Daniel Monteiro (Republicanos) para investigar sua gestão e o secretário municipal de Trabalho, Willian Campos. Segundo o chefe do Executivo, a proposta não possui fato determinado, carece de fundamentação jurídica e se apoia apenas em boatos.

Abilio afirmou que respeita a iniciativa parlamentar, mas classificou o pedido como tecnicamente frágil. “Eu admiro a proatividade de quem propõe uma CPI, mas isso não pode ser feito com amadorismo. O pedido não tem fato determinado, não tem anexos, não tem provas. É uma investigação baseada em boato”, declarou.

O prefeito ressaltou que o próprio Ministério Público arquivou o caso justamente por ausência de elementos concretos. “O MP foi claro: não há como investigar boato. Eu não tenho provas, se tivesse, não estaria pedindo investigação, estaria denunciando. O que chegou até mim foi apenas boato”, afirmou, destacando ainda que uma denúncia sem provas poderia configurar denunciação caluniosa.

Abilio também criticou o uso de um vídeo como base para o pedido. Segundo ele, o vereador teria transformado um boato em fato, sem apresentar elementos objetivos. “Ele pegou um vídeo e transformou boato em fato, sem conhecer os fatos reais. Faltou técnica. Se tivesse usado até inteligência artificial, o pedido estaria melhor elaborado”, ironizou.

Além das críticas jurídicas, o prefeito acusou Daniel Monteiro de agir com incoerência política. Abilio lembrou que o vereador teria adotado postura cautelosa em relação ao caso envolvendo o ex-vereador Chico 2000, mesmo diante de investigações policiais. “O Chico 2000 tem três operações, prints de conversas, PIX, pedido de prisão, e mesmo assim ele passou pano. Ele e a vereadora Maísa defenderam o Chico”, afirmou.

Para Abilio, a diferença de tratamento revela motivação política. “Eles passaram pano porque enxergam o Chico como aliado para futuras composições políticas. Isso mostra incoerência. Aqui, tentaram fazer um show de mídia para ganhar destaque na imprensa”, concluiu.

A declaração foi feita nesta sexta-feira (6), durante a entrega de novos ônibus para o transporte coletivo de Cuiabá.

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