Allan Porto evita comentar denúncias contra ex-adjunto e diz não temer investigação na Seduc

“Eu não tenho nada a declarar"



Márcio Eça do rufandobombonews 

 

O ex-secretário de Estado de Educação de Mato Grosso, Allan Porto, comentou pela primeira vez sobre as denúncias de supostas irregularidades envolvendo Amauri Monge, ex-secretário de Educação de Cuiabá e ex-secretário-adjunto executivo da Seduc durante sua gestão. Em entrevista concedida nesta segunda-feira (15), Porto evitou polemizar sobre o assunto e afirmou que não tem conhecimento dos processos citados nas denúncias.

“Eu não tenho nada a declarar, até porque eu não acompanhei. Eu fui secretário de Estado. É isso que eu tenho. Eu não participei, não tenho nada a dizer, não conheço os processos, não sei como funciona lá”, declarou.

Questionado sobre a possibilidade de uma investigação na Secretaria de Estado de Educação (Seduc), conforme anunciado pelo presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Sérgio Ricardo, Allan Porto afirmou estar tranquilo e destacou que a pasta foi constantemente acompanhada pelos órgãos de controle durante sua gestão.

“Não temo. A Secretaria de Estado de Educação, durante todos esses anos, teve o Tribunal de Contas acompanhando, teve a Controladoria-Geral do Estado acompanhando. Na Secretaria de Educação nunca teve achismo. Muito pelo contrário, tem uma política de educação de dez anos, em que baseamos todas as decisões em evidências e em experiências que deram certo no Brasil e fora do Brasil”, afirmou.

Amauri Monge integrou a cúpula da educação estadual como secretário-adjunto executivo da Seduc e voltou ao centro das discussões após novas denúncias relacionadas à sua atuação no setor público. Segundo o prefeito de Cuiabá, há suspeitas de um suposto superfaturamento de aproximadamente R$ 80 milhões na aquisição de livros realizada durante sua gestão à frente da Secretaria Municipal de Educação da Capital.

Apesar das acusações, Allan Porto reforçou que não acompanhou os fatos envolvendo o ex-auxiliar e evitou emitir qualquer juízo sobre o caso. A investigação segue sendo acompanhada pelos órgãos de controle e fiscalização.

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