Abilio rebate secretário e cobra maior contrapartida do Estado na Saúde de Cuiabá

"Não ajudou o suficiente"



Redação do rufandobombonews 

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), rebateu as declarações do secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, e atribuiu ao Governo do Estado parte da responsabilidade pelos problemas enfrentados na rede municipal. Segundo o gestor, o secretário poderia deixar um “legado melhor” para a capital, especialmente no que diz respeito à contrapartida financeira e operacional.

As declarações foram feitas nesta quarta-feira (11), durante o anúncio da aquisição da Santa Casa de Cuiabá pelo Governo do Estado.

Abilio afirmou que a situação da saúde pública na capital não é de responsabilidade exclusiva do município. “Boa parte da saúde de Cuiabá estar na situação que está também é responsabilidade do Estado, que não ajuda suficientemente para que a saúde melhore”, declarou.

O prefeito destacou que a participação estadual no custeio da saúde municipal é considerada baixa e defendeu maior colaboração. Ele mencionou que, no ano passado, o Estado repassou R$ 20 milhões ao município, valor que estava pactuado para o fim do ano, mas acabou sendo pago apenas em janeiro devido a entraves burocráticos. “Tenho que agradecer ao governador Mauro Mendes e ao vice Otaviano Pivetta pela ajuda”, reconheceu.

Apesar disso, Abilio reforçou que espera uma ampliação da contrapartida estadual, especialmente na área de regulação de leitos de UTI. Segundo ele, atualmente a regulação das UTIs está 100% sob responsabilidade do Estado, que paga apenas pelos leitos efetivamente utilizados. Já o município, afirmou, arca com o custo integral dos leitos, utilizados ou não, ao valor de R$ 1.800 por dia.

“O Estado paga pelo leito usado. A gente paga pelo leito, usado ou não. A urgência e emergência também são de responsabilidade do Estado nesse sentido”, pontuou.

Por fim, o prefeito disse que reconhece o esforço do secretário, mas avalia que poderia haver maior apoio à capital. “Entendo que o Gilberto fez o que pôde, mas poderia deixar um legado um pouco maior para Cuiabá”, concluiu.

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