Ministro do Esporte promete legado duradouro para Copa Feminina 2027 no Brasil

Paulo Henrique Cordeiro detalha preparativos e ações do governo para o Mundial feminino na América do Sul



Faltando um ano para o Mundial Feminino de 2027, o ministro do Esporte Paulo Henrique Cordeiro garantiu que o torneio gerará impacto significativo no futebol brasileiro. Durante entrevista exclusiva ao consórcio N Sports/SBT concedida ao jornalista Mauro Naves em Miami, o ministro apresentou detalhes sobre as estratégias governamentais para o evento, enfatizando sua importância além do aspecto esportivo. A conversa será transmitida nesta quarta (24) no programa Giro Copa (N Sports) às 17h e no Balanço da Copa (SBT/N Sports) às 23h30.

Cordeiro ressaltou que sediar a primeira Copa do Mundo Feminina na América do Sul configura-se como oportunidade histórica para fortalecer o futebol feminino no país. Conforme o ministro, o evento produzirá um "legado permanente para meninas e mulheres que praticam e admiram futebol no Brasil".

O governo federal atua em múltiplas frentes para assegurar a execução da competição. Uma delas envolve a implementação da Lei nº 15.421, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que regulamenta comercialização de ingressos, segurança pública, proteção de propriedade intelectual e direitos comerciais vinculados ao torneio internacional.

A segurança do evento contará com colaboração integrada entre Polícia Federal, governos estaduais e municipais, estruturada através da Força-Tarefa Nacional de Segurança da Copa (FT-Copa), que coordenará operações ao longo da competição.

O ministro enfatizou a criação de marco regulatório a ser apresentado ao presidente da FIFA Gianni Infantino. Segundo Cordeiro, a legislação foi desenvolvida para garantir que a Copa de 2027 produza resultados concretos nas dimensões social e econômica, fortalecendo o futebol feminino brasileiro e expandindo oportunidades para mulheres no esporte.

Cordeiro apresentou diversas iniciativas preparatórias para o Mundial, incluindo a criação da Universidade Federal do Esporte, expansão do Programa Arena Brasil, reajuste do Bolsa Atleta, ampliação do programa TEAtivo para inclusão de pessoas com autismo através do esporte, e transformação da Lei de Incentivo ao Esporte em política pública permanente.

Atletas da Seleção Brasileira feminina que conquistaram bronze no Mundial de 1988, assim como jogadoras do torneio de 1991, receberão premiação individual de R$ 500 mil em reconhecimento ao seu papel pioneiro na modalidade.

Para marcar o período de contagem regressiva, o governo anunciou iluminação especial do Cristo Redentor e do Maracanã, bem como inauguração de murais artísticos nas oito cidades-sede do torneio: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

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