Mendonça vira o jogo e Master assombra Brasília em ano eleitoral

Ligações perigosas



CNN Brasil 

Ao assumir o caso Master, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça entrou ciente de que a forma como conduzirá a investigação trará riscos à sua biografia. A pessoas próximas, não à toa, Mendonça indicou que fará o necessário para preservá-la.

O caso arrastou Brasília para um caldeirão de suspeitas que, ironicamente, começou a vazar dos gabinetes do Supremo, com implicações sobre Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, mas que, rapidamente, atravessaram a Praça dos Três Poderes.

 

“Tenho amigos em todos os Poderes”, disse o banqueiro Daniel Vorcaro expondo, sem cerimônia, a intimidade que mantém com políticos e ministros influentes.

Caberá a Mendonça investigar se esses amigos serviram para manter o Master em ascensão, mesmo diante de irregularidades.

 

Como um de seus primeiros atos à frente do caso, Mendonça liberou para análise mais de cem celulares que podem ajudar a Polícia Federal a entender melhor quem integrava a rede de apoio de Vorcaro, como e se ele a utilizava para projetar seus negócios.

 

Ainda sem provas conclusivas sobre essa parceria do banqueiro com a política, mas sob indícios curiosos, em ano eleitoral, há quem se sinta apto a meter o dedo na ferida sem sangrar a si próprio. Neste momento, CPIs sobre diversos assuntos se viram sobre o Master.

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