- Pela Redação
- 29/05/2023
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, demonstrou apoio ao senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, que se tornou alvo da 9ª fase da operação Compliance Zero deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (18/6). Durante entrevista exclusiva ao programa Acorda, Metrópoles, Durigan afirmou que Wagner deve ter a oportunidade de se defender das acusações.
Em sua fala, o ministro negou qualquer vínculo pessoal com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. "Eu nunca tive contato com o Daniel Vorcaro. Fernando Haddad, inclusive, disse publicamente que se o Daniel Vorcaro procurou ele e a equipe, ele procurou a pessoa errada. Então, eu não tenho profundo conhecimento de nada que está acontecendo", afirmou Durigan.
Sobre Wagner especificamente, Durigan expressou confiança no senador petista. "Eu confio e gosto muito do Jaques Wagner. Acho que ele tem que ter a oportunidade de se explicar e de se defender. E eu confio que ele vai fazer isso", declarou o titular da Fazenda, completando: "Eu estou muito tranquilo com isso e acho que o senador Jaques Wagner vai prestar os esclarecimentos para a Justiça".
Esta declaração marca a primeira posição oficial de um integrante do governo sobre o caso envolvendo Wagner e a investigação do Banco Master. A entrevista foi conduzida pelos jornalistas Natália André, Milena Teixeira, Camila Xavier e Deivid Souza.
Além de questionar o funcionamento do setor financeiro, Durigan aproveitou a oportunidade para criticar a expansão do Banco Master entre 2019 e 2024. "Todas as aquisições que foram feitas, a expansão do negócio, a aquisição de carteiras, ocorreu durante a gestão do ex-presidente do Banco Central. Inclusive, com ex-diretores do banco presos, alvos de mandados da Justiça. Isso mostra que a gente tem que melhorar a supervisão bancária, inclusive, não somente com o Banco Central, mas com outras instituições", ressaltou.
A operação Compliance Zero também incluiu entre seus alvos o banqueiro Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro e dono do Banco Pleno, instituição que também sofreu liquidação determinada pelo Banco Central. A PF cumpriu 18 mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, distribuídos entre o Distrito Federal, São Paulo e Bahia.
A investigação apura suspeitas de participação de agentes públicos em irregularidades envolvendo instituições financeiras, centrando esforços nas operações e estrutura do Banco Master durante o período investigado.
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