Arma registrada em nome de Bolsonaro é apreendida em blitz da PM no Distrito Federal

Militar do Exército é flagrado com armamento pertencente ao ex-presidente durante fiscalização de rotina em Taguatinga



Uma arma de fogo registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro foi apreendida pela Polícia Militar do Distrito Federal durante fiscalização de rotina realizada na noite de segunda-feira (15/6), na região do Pistão Norte, em Taguatinga. O armamento estava sob posse de um sargento do Exército Brasileiro vinculado ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Durante a blitz, o militar identificado como Estácio foi abordado e conduzido à 21ª Delegacia de Polícia para esclarecimentos. Ao ser questionado, apresentou documentação relativa ao porte funcional e informou imediatamente aos agentes que a arma pertencia a Bolsonaro, identificando-se também como integrante do GSI.

Conforme relato do sargento, o armamento havia sido retirado para realização de reparo mecânico após identificação de uma falha no percussor da arma. Segundo sua versão, o equipamento foi retirado na segunda-feira e seria devolvido ao proprietário na terça-feira (16), após conclusão do conserto.

A situação despertou atenção dos policiais devido ao fato de a arma estar registrada em nome de terceiros, apesar do militar possuir porte autorizado. Por essa razão, o armamento foi apreendido e o caso foi encaminhado para análise da Polícia Civil. A 21ª Delegacia de Polícia ficará responsável por apurar as circunstâncias da posse, a regularidade do transporte e a documentação apresentada.

Situação atual do ex-presidente

Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde novembro de 2025, após condenação pelo Supremo Tribunal Federal a 27 anos e três meses de cadeia pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado ao patrimônio público e deterioração de patrimônio tombado.

Inicialmente custodiado na Superintendência da Polícia Federal, o ex-presidente foi posteriormente transferido para uma Sala de Estado-Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, onde permaneceu até sua transferência para prisão domiciliar.

Em março do corrente ano, Bolsonaro apresentou quadro de broncopneumonia aspirativa após episódio de mal-estar noturno, necessitando internação no Hospital DF Star, em Brasília. Após esse incidente de saúde, sua defesa solicitou a concessão de prisão domiciliar por motivos humanitários, argumentando necessidade de monitoramento médico contínuo e atendimento imediato em caso de complicações.

Laudos técnicos apresentados demonstraram que, embora o quadro clínico estivesse controlado, Bolsonaro requeria acompanhamento médico permanente durante o tratamento. A Procuradoria-Geral da República forneceu parecer favorável à solicitação, e o ministro Alexandre de Moraes concedeu a medida, ressaltando que a situação de saúde justificava uma excepcionalidade temporária.

A prisão domiciliar foi estabelecida inicialmente por período de 90 dias, contados a partir da alta médica, devendo ser cumprida integralmente na residência do ex-presidente com monitoramento por tornozeleira eletrônica. Bolsonaro está impedido de utilizar celular, telefone ou qualquer outro meio de comunicação externa, inclusive por intermédio de terceiros. O descumprimento das restrições acarretará revogação da medida e retorno ao regime fechado.

0 Comentários

Faça um comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos obrigatórios estão marcados* *

Veja Também