Alcolumbre critica eleitos que venceram

Presidente do Senado federal lamentou que parlamentares tenham ganhado eleições ofendendo e agredindo durante campanha eleitoral.



O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), manifestou descontentamento nesta quarta-feira (4) com a eleição de diversos parlamentares que, conforme sua avaliação, conquistaram seus mandatos através de práticas que incluíram ofensas, mentiras e agressões.

De acordo com Alcolumbre, senadores concentraram seus ataques na campanha eleitoral em questões relacionadas ao andamento de pautas estratégicas, visando prejudicar sua imagem e reputação. Citou especificamente a questão do processamento de pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal e a ausência de uma agenda consistente justificada, em sua visão, por um radicalismo excessivo.

"Não apresentaram proposta de universidade. Não mostraram aos seus estados a intenção de instalar novos institutos federais para qualificar a juventude. Não demonstraram compromisso em vir a Brasília defender o crescimento econômico brasileiro. Não apresentaram planos para cuidar da saúde da população. Não se comprometeram em defender a democracia, o Estado de Direito ou as instituições. Todos os dias havia apenas ofensas, agressões e ameaças", afirmou o senador em discurso no plenário.

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Esta não é a primeira ocasião em que Alcolumbre expressa irritação com críticas durante sessões plenárias. Na quarta-feira, o senador mencionou que a provocação atual estava relacionada a um possível comprometimento de votação sobre a redução da maioridade penal. A crítica partiu do líder da bancada do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ).

Alcolumbre também utilizou seu discurso para defender a confiabilidade das urnas eletrônicas. Argumentou que a oposição, apoiada pelo senador e candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL-RJ), questionou o sistema de votação após perder para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas celebrou os resultados que lhe beneficiaram na composição do Congresso Nacional.

"No primeiro turno, abriram-se as urnas eletrônicas e esse mesmo equipamento, com 30 anos de uso, elegeu 120 deputados federais do partido do candidato que perdeu. Elegeu vinte e tantos senadores. Funcionou perfeitamente para celebrar uma eleição vitoriosa dos adversários do presidente Lula no primeiro turno. E quando abriu no segundo turno, subitamente não funcionava mais? O resultado foi válido para o primeiro turno mas não para o segundo? Ninguém explica: 'Deu tudo errado, subiram 10 milhões de votos'. Foi na mesma urna eletrônica", declarou.

Após o segundo turno eleitoral, membros proeminentes da oposição levantaram questionamentos acerca do expressivo crescimento eleitoral de Lula ao comparar o desempenho entre os dois turnos. Posteriormente, no decorrer dos dias seguintes, reconheceram progressivamente a derrota nas urnas.

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