Max Russi contesta relatório da PF e nega repasse de R$ 112 milhões ao TCE

"Não tem lógica”, afirma Max"



Danilo Figueiredo do local e Márcio Eça da redação 

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), negou nesta quarta-feira (4) que o Legislativo tenha transferido R$ 112 milhões ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). Em entrevista coletiva, ele afirmou que a Polícia Federal (PF) se enganou na interpretação de uma emenda ao orçamento mencionada no inquérito da Operação Tomada de Contas.

Segundo Russi, não houve repasse direto de recursos entre os dois poderes. Ele explicou que o valor citado está relacionado a uma emenda legislativa destinada a ajustar o orçamento do TCE, instrumento que, conforme o parlamentar, também foi utilizado para contemplar outros órgãos, como o Tribunal de Justiça, o Ministério Público, a Defensoria Pública e a própria Assembleia.

“Não existe um real sequer da Assembleia Legislativa ao Tribunal de Contas”, enfatizou.

O presidente da ALMT argumentou que a emenda ao orçamento é uma prerrogativa do Poder Legislativo e não deve ser confundida com emendas parlamentares impositivas, que podem destinar recursos a setores ou áreas específicas.

Russi também criticou a forma como a informação foi apresentada no relatório da Polícia Federal e repercutida por veículos de comunicação. Para ele, a interpretação de que a Assembleia teria destinado dinheiro diretamente ao TCE passa uma informação equivocada à população e enfraquece o papel do Parlamento na discussão do orçamento público.

“Da forma que ficou, parece que a Assembleia Legislativa destinou um recurso ao Tribunal de Contas. Então isso não existe. Nós não temos lógica, não tem lógica um poder transferir dinheiro a outro poder”, declarou.

Durante a coletiva, Max Russi informou que a emenda está disponível no orçamento público e se comprometeu a disponibilizar cópias do documento aos jornalistas interessados.

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