- Pela Redação
- 29/05/2023
Por o bom à Bessa
A entrada do senador Wellington Fagundes no núcleo duro da campanha de Flávio Bolsonaro não é apenas um gesto de lealdade partidária, mas um movimento calculado no tabuleiro nacional. Alçado à condição de coordenador da campanha presidencial do filho 01, Fagundes se credencia diretamente junto à principal liderança do PL, Jair Bolsonaro, e praticamente sela seu passaporte para a disputa ao Governo de Mato Grosso.
Com isso, cai por terra qualquer possibilidade de apoio bolsonarista a projetos alternativos no estado, como os de Otaviano Pivetta ou mesmo do grupo do governador Mauro Mendes. A visita à “Papudinha”, feita a pedido do próprio Bolsonaro, tem função clara: azeitar articulações, alinhar discursos e consolidar compromissos.
O movimento deixa aliados locais do PL, como Abilio Brunini e Flávia Moretti, em situação delicada. O recado é direto: o candidato preferencial do bolsonarismo em Mato Grosso tem nome e sobrenome, e terá de ser engolido.
Ao integrar o “staff presidencial” de Flávio Bolsonaro e ter sua pré-candidatura chancelada pela maior força do partido, Wellington Fagundes avança mais uma casa no projeto de chegar ao Palácio Paiaguás — agora com o carimbo do bolsonarismo raiz.
0 Comentários
Faça um comentário