- Pela Redação
- 29/05/2023
Redação
A reunião entre o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), e a bancada federal de Mato Grosso foi marcada por um embate entre o gestor e a coordenadora dos parlamentares, deputada federal coronel Fernanda (PL). O principal ponto de discussão foi a destinação de emendas para a pavimentação de bairros da capital, com a deputada cobrando um planejamento detalhado e o prefeito alegando falta de tempo para apresentar os dados antes da votação.
Abílio sugeriu que cada um dos 11 parlamentares escolhesse um bairro para “adotar” e garantir a pavimentação, sem apresentar uma lista prévia de prioridades. Coronel Fernanda, no entanto, insistiu na necessidade de um planejamento formal, ressaltando que as novas regras do Governo Federal exigem a apresentação de projetos para liberação dos recursos. "Você tem uma assessoria, secretários, são 142 bairros. Então, apresente para a gente esses bairros", cobrou a deputada.
O prefeito argumentou que a burocracia não deve atrasar os investimentos e que a definição dos bairros poderia ser feita posteriormente. "Não temos tempo para elaborar um projeto detalhado agora. O que importa é garantir o recurso", rebateu Abílio, sugerindo que, caso a pavimentação não seja viável, as emendas sejam destinadas à saúde.
A deputada Gisela Simona (União) e outros parlamentares reforçaram que as novas regras exigem planejamento prévio, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que impôs mais transparência na destinação das emendas. Coronel Fernanda destacou que a questão precisa ser resolvida com planejamento, não “no grito”.
A discussão se acirrou quando a vereadora Baixinha Giraldelli (PSB) tentou intervir, afirmando que os bairros que precisam de asfalto já são conhecidos. No entanto, Coronel Fernanda destacou que a formalização cabe ao prefeito, pois ele é o principal interlocutor com a bancada federal.
Apesar do impasse, Abílio se comprometeu a enviar, ainda nesta segunda-feira (17), uma lista com os bairros que necessitam de pavimentação. No entanto, a ausência de um plano detalhado pode dificultar a aprovação das emendas, caso os parlamentares mantenham a exigência de um planejamento formal
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