- Pela Redação
- 29/05/2023
Pela primeira vez, a Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa de Mato Grosso estabeleceu presença na Expedição Justiça Sem Fronteiras. Em colaboração com o Tribunal de Justiça do estado, a instituição desenvolveu atividades de orientação, acolhimento e prevenção à violência de gênero na localidade de Vila Picada, em Porto Esperidião, zona fronteiriça com a Bolívia. Entre 17 e 18 de junho, a iniciativa expandiu o alcance de informações e recursos de proteção para mulheres do interior mato-grossense.
Conforme destacou a procuradora especial da Mulher, Dra. Mariana Pereira, a expedição transcendeu o simples atendimento comunitário. A ação abrangeu qualificação de agentes locais e disseminação de conhecimento sobre combate à violência contra a mulher em diversos contextos da comunidade. "A oportunidade de treinar pessoas que buscaram a Justiça Itinerante e os agentes comunitários que atuam voluntariamente pela Justiça Comunitária foi enriquecedora. Desenvolvemos palestras para comunidade, crianças e educadores. Participar deste projeto com múltiplos órgãos públicos e parceiros foi absolutamente gratificante", comentou.
Segundo a procuradora, a participação marca um avanço relevante na ampliação de iniciativas de prevenção, acolhimento e garantia de direitos femininos, especialmente em territórios remotos onde o acesso a informações e serviços de proteção encontra maiores limitações.
Para Ítalo Guilherme, gerente da procuradoria, a atuação em comunidades afastadas representa progresso significativo na defesa dos direitos das mulheres e aproxima políticas públicas da população vulnerável. "Oferecer orientação e acolhimento em localidades como Vila Picada garante que os direitos femininos alcancem regiões onde o Estado enfrenta maiores barreiras. Almejamos que todas tenham acesso à informação, ao acolhimento e ao exercício pleno de seus direitos, independentemente da localização geográfica", afirmou.
Durante os dias de expedição, a equipe da procuradoria executou palestras e atividades pedagógicas com foco na sensibilização acerca de violência doméstica, distintas formas de violência e assédio sexual. As ações alcançaram públicos variados, incluindo diferentes faixas etárias. A Escola Municipal Dona Lila Hill de Souza sediou os trabalhos que envolveram professores, alunos e residentes.
Alice Nogueira, membro da equipe de Prevenção e Educação, reforçou o valor das estratégias preventivas para fortalecer a salvaguarda de vítimas e promover valores de convivência respeitosa. "A prevenção é indispensável para informar sobre direitos e impedir o agravamento de situações de violência doméstica. Além de proteger afetadas, constrói uma sociedade mais consciente e igualitária", observou.
Andreia Braga, assessora da procuradoria, destacou a receptividade comunitária como aspecto preponderante do trabalho realizado. "A alegria estampada nos rostos das pessoas atendidas e a engajamento da população evidenciaram que cada atividade significou muito mais do que simples informação. Foram instantes de compreensão, aprendizado e fortalecimento da participação cidadã", salientou.
A ação transcendeu o atendimento imediato, consolidando articulação integrada entre Poderes Legislativo e Judiciário. A iniciativa ampliou a cobertura da rede de proteção em regiões periféricas estaduais, reafirmando o compromisso de que nenhuma mulher enfrente situações de violência ou carência informacional de forma isolada.
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