- Pela Redação
- 29/05/2023
A Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá divulgou relatório epidemiológico apresentando 2.857 notificações de Influenza A e B durante as primeiras 39 semanas de 2026, conforme comunicado em outubro. Do total identificado, 2.247 registros, representando 78,6%, ocorreram entre a população residente na capital mato-grossense.
Conforme informações da Vigilância Epidemiológica e do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS-Capital), a faixa etária mais vulnerável compreende crianças de 0 a 6 anos, totalizando 1.184 casos confirmados. Subsequentemente, encontram-se adultos entre 15 e 59 anos com 779 ocorrências, seguidos por crianças e adolescentes de 7 a 14 anos com 703 notificações. Na população idosa, acima de 60 anos, contabilizaram-se 191 casos da doença.
Diante dessa situação epidemiológica preocupante, a administração municipal intensifica esforços preventivos. As 72 Unidades de Saúde da Família distribuídas por Cuiabá disponibilizam vacinas contra influenza para todos os segmentos populacionais. A recomendação oficial é que os cidadãos procurem a unidade mais acessível para revisar seu status vacinal e garantir proteção adequada, reduzindo riscos de complicações graves.
Comparativamente ao mesmo intervalo de 2025, quando se registraram 1.170 casos entre cuiabanos, observou-se incremento significativo de 92,05%, chegando a 2.247 casos em 2026. Especialistas atribuem esse crescimento à intensificação da circulação viral, à cobertura vacinal ainda insuficiente e à ampliação das capacidades diagnósticas implementadas durante o ano.
A administração municipal ressalva que expressivo quantitativo das notificações origina-se da rede privada de saúde, fator que compromete a precisão dos indicadores quanto ao panorama epidemiológico local. Por essa razão, a equipe técnica enfatiza a necessidade de incremento nas notificações pelos serviços públicos, essencial para compreensão adequada do cenário sanitário municipal.
O boletim também registra 1.776 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em pacientes internados, incluindo residentes de Cuiabá e visitantes de outras regiões. Desse montante, 1.245 ocorrências envolvem moradores da capital.
Entre os pacientes hospitalizados com SRAG, documentaram-se 145 óbitos acumulados no período, sendo 86 referentes a cuiabanos e 59 a pessoas originárias de outras localidades. Esses indicadores abrangem distintas etiologias associadas à síndrome, não devendo ser interpretados isoladamente como mortes exclusivamente atribuíveis à influenza.
Especificamente sobre Influenza A e B, registraram-se 24 óbitos em pacientes hospitalizados, dos quais 17 eram cuiabanos e sete procedentes de outras localidades. Entre os falecimentos de residentes locais, 14 ocorreram em indivíduos sexagenários e três em adultos entre 14 e 59 anos.
Relativamente à pandemia de Covid-19, Cuiabá demonstra recuperação expressiva com diminuição de 87,73% nas notificações quando equiparados os períodos análogos de 2025 e 2026. Enquanto 2025 apresentou 1.345 ocorrências, o levantamento contemporâneo revela redução substancial nesse indicador.
Não obstante essa melhoria, a Secretaria Municipal de Saúde reafirma a importância da manutenção de protocolos preventivos, particularmente envolvendo segmentos vulneráveis como crianças, idosos e portadores de comorbidades.
A SMS recomenda à população manter calendário vacinal atualizado, executar higiene regular das mãos, assegurar circulação apropriada de ar nos ambientes e implementar medidas defensivas contra patógenos respiratórios. Indivíduos manifestando sintomas gripais devem limitar contato com pessoas de risco elevado.
Diante de manifestações clínicas como febre, tosse, faringite e mialgia, recomenda-se procura por avaliação em unidade de saúde. Queixa de dispneia, desconforto torácico persistente, alterações cognitivas e deterioração geral do quadro clínico constituem indicações para atendimento emergencial imediato.
O documento foi desenvolvido pela Diretoria de Vigilância em Saúde, especificamente pela área de Vigilância das Patologias Infectocontagiosas e Imunopreveníveis, consolidando informações epidemiológicas referentes às semanas 1 a 39 de 2026, correspondente ao período entre 4 de janeiro e 3 de outubro.
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