- Pela Redação
- 29/05/2023
Redação
A CS Mobi, concessionária responsável pela gestão dos estacionamentos públicos em Cuiabá, aplicou 26.555 multas a motoristas desde o início da operação, há pouco mais de oito meses. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (27) pela secretária municipal de Mobilidade Urbana, Regivânia Alves, durante audiência da CPI do Estacionamento Rotativo na Câmara Municipal.
Segundo a secretária, entre 18 de julho de 2024 e 10 de março deste ano, foram registradas, em média, 118 autuações diárias. No entanto, os valores arrecadados com as penalidades ainda não foram detalhados.
“Esse repasse é feito pelo Detran, que precisa dividir os valores por lote e nos encaminhar separadamente. Solicitamos essas informações, mas ainda não recebemos os dados completos”, explicou Regivânia.
Revisão do contrato e possível mudança em áreas hospitalares
Durante a audiência, a secretária informou que a Prefeitura está revisando o contrato da CS Mobi. Segundo ela, a empresa inicialmente era vinculada à Secretaria do Trabalho, mas a gestão foi transferida para a Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) em 30 de dezembro, sob assinatura da então secretária Luciana Zamproni.
“Estamos estudando o contrato para avaliar possíveis melhorias e aguardamos a conclusão desse processo”, afirmou Regivânia.
Outro ponto abordado foi a cobrança do estacionamento rotativo em áreas hospitalares, como no bairro Jardim Cuiabá. A Prefeitura avalia a viabilidade de manter a cobrança nesses locais, considerando o impacto para pacientes e familiares.
“Nessas regiões, as pessoas não estão passeando. Estão levando parentes doentes ou crianças para terapia. Pagar pelo estacionamento nessas circunstâncias gera transtornos, pois muitos motoristas chegam com pressa e não têm tempo de comprar o ticket. A empresa não facilitou esse processo”, criticou a secretária.
A possibilidade de mudanças na gestão do estacionamento rotativo está sendo analisada por meio de um estudo técnico. No entanto, qualquer decisão dependerá da aprovação da Prefeitura e da Procuradoria-Geral do Município (PGM).
“Estamos aguardando a devolução do contrato para que os estudos necessários sejam concluídos. Nenhuma mudança será feita sem passar pela Prefeitura e pela PGM”, concluiu Regivânia.
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