- Pela Redação
- 29/05/2023
Mais de 1,5 mil pessoas encontram-se desaparecidas após uma avalanche súbita atingir a região do Himalaia, na divisa entre Nepal e Tibete, território chinês. O saldo de vítimas fatais chegou a 552 nos dois países, segundo informações divulgadas pelas autoridades locais.
Conforme relatório divulgado pela polícia nepalesa nesta sexta-feira (28), 547 pessoas perderam a vida no Nepal. Do lado tibetano da fronteira, a emissora estatal chinesa CCTV registrou cinco óbitos, enquanto 558 outras pessoas continuam desaparecidas naquela região.
As operações de salvamento prosseguem entre lamas e detritos provocados pela enxurrada ocorrida na última quarta-feira (26). Os trabalhos ocorrem sob intenso alerta das autoridades para novos eventos catastróficos.
Órgãos governamentais alertam para o iminente risco de novas inundações. Um lago formado rio acima em decorrência do desastre voltou a transbordar seus limites, colocando em perigo ainda mais áreas próximas. Moradores em zonas de risco foram orientados a procurar refúgio em locais seguros.
Investigações preliminares apontam que o evento catastrófico pode ter sido desencadeado pelo colapso de uma geleira localizada em região de grande altitude no Nepal. O Ministério das Relações Exteriores da China confirmou que especialistas e órgãos oficiais de ambas as nações participam conjuntamente das avaliações técnicas.
Conforme declaração do porta-voz Lin Jian, os trabalhos de análise ainda estão em desenvolvimento.
Segundo relatos da polícia nepalesa, uma grande massa de gelo se desprendeu de uma geleira e obstruiu temporariamente o leito de um rio. A água se acumulou por trás dessa barreira natural até romper-se violentamente, avançando rio abaixo com imenso poder destrutivo.
Os especialistas continuam examinando imagens de satélite e dados coletados in loco para estabelecer com precisão como a tragédia iniciou-se. O Serviço Geológico dos Estados Unidos detectou o colapso da geleira com magnitude 5,2, gerando uma avalanche de detritos que atingiu comunidades da região.
Conforme informações da polícia nepalesa, uma barreira natural de água que se formou no lado tibetano voltou a se romper. Militares, equipes de resgate e moradores envolvidos nas operações foram mantidos em estado de alerta máximo, com orientação para abandonar imediatamente a área caso novo risco de inundação se materialize.
"Não parou", declarou à Agência Associated Press o porta-voz da corporação policial nepalesa, Abi Narayan Kafle, referindo-se à atividade de colapso.
Embora ainda não exista conclusão definitiva sobre uma relação direta entre mudanças climáticas globais e esta tragédia específica, cientistas afirmam que o aumento das temperaturas amplia significativamente os riscos de eventos relacionados ao derretimento e desintegração de formações glaciares.
O Himalaia configura-se entre as regiões que experimentam uma aceleração nas elevações de temperatura. Esse fenômeno intensifica a fragilidade de comunidades locais diante de enchentes e outros sinistros associados a processos glaciares.
Com contribuições da Associated Press.
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