- Pela Redação
- 29/05/2023
Um colapso glacial ocasionou as inundações devastadoras que atingiram o Nepal e a China, conforme informado pelo USGS (Serviço Geológico dos Estados Unidos). O episódio trágico já contabiliza mais de 500 óbitos e centenas de desparecimentos, representando uma das maiores catástrofes do país nos últimos dez anos.
Imagens captadas por satélites, divulgadas para análise especializada, revelam a magnitude total da tragédia. Abaixo, encontra-se uma representação visual explicativa sobre a formação da geleira e o processo que desencadeou a avalanche de material.
A comparação das imagens de satélite foi realizada pelo pesquisador Robert Rohde, da Berkeley Earth, instituição independente de investigação científica americana. Seus cálculos indicam que a zona de encosta que se desprendeu ocupava aproximadamente 1 quilômetro quadrado.
Conforme estudiosos da área, a formação de gelo possuía largura próxima a 600 metros. O impacto foi tão intenso que o USGS registrou um tremor de magnitude 5,2 na escala. Posteriormente, descobriu-se que o abalo sísmico resultou do choque do gelo ao cair e do movimento de rochas em deslizamento.
Este volume desencadeou uma sequência de eventos no relevo montanhoso do Nepal, caracterizado por elevações acentuadas, extensas massas de gelo e precipitações intensas. O resultado foi uma avalanche de material que destruiu tudo em seu trajeto: estruturas, blocos rochosos e vidas humanas. Até o presente, há 1,5 mil desaparecidos.
Em áreas de elevação extrema, as chuvas não caem em forma aquosa. Devido aos termômetros muito abaixo de zero, a precipitação se solidifica antes de alcançar o terreno. Como referência, no monte Everest, localizado na zona, em determinadas épocas a temperatura desce para -50°C.
Este processo de acumulação repete-se ano após ano, ao longo de milhares até milhões de anos, originando as massas glaciais.
Ainda não existem conclusões definitivas sobre o que provocou o desprendimento de volume tão considerável. O que pesquisadores esclarecem é que, mesmo sendo água em estado sólido, as massas glaciais não permanecem imóveis.
0 Comentários
Faça um comentário