- Pela Redação
- 29/05/2023
ISTOÉ
O fechamento da janela de transferências partidárias, carimbado na sexta-feira, 3, também marca um novo começo para políticos que pretendem concorrer às eleições de 2026. Entre nomes como Simone Tebet e Sergio Moro, parlamentares e chefes executivos reorganizaram as alianças e, consequentemente, a grade de siglas que será apresentada ao eleitor em outubro.
A janela partidária é um período de significativa movimentação, uma vez que permite transferências de deputados federais e estaduais. Já senadores, governadores e prefeitos podem mudar de legenda a qualquer momento, mas a configuração do ano eleitoral torna conveniente que migrações aconteçam ainda nos primeiros meses, antes da campanha.
Neste texto, a IstoÉ elenca as transferências de maior destaque para as eleições de 2026:
Simone Tebet

A então ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, se filiou ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) no dia 27 de março para ser candidata ao Senado Federal por São Paulo. Maior colégio eleitoral do Brasil, o estado contará com Tebet no palanque de Lula para conquistar os eleitores mais moderados e independentes.
Tebet saiu do MDB, partido que ficou por quase 30 anos e onde construiu sua carreira política. No novo partido, ela foi recebida pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, pela deputada federal Tabata Amaral – ambos diretamente envolvidos na filiação da ministra -, além do ministro do Empreendedorismo, Márcio França, e o presidente estadual do PSB, deputado estadual Caio França.
Sergio Moro
_1775316906.jpg)
O senador Sergio Moro deixou o União Brasil e se filiou ao Partido Liberal (PL) do ex-presidente Jair Bolsonaro para disputar o governo do Paraná. O acordo foi fechado durante reunião entre Moro e o deputado federal Filipe Barros (PL) no Senado Federal.
A sinalização consolidou uma reaproximação que vinha sendo costurada desde as eleições de 2022 e “supera” a ruptura pública de 2020 entre Moro e os Bolsonaro.
Ronaldo Caiado

O União Brasil sofreu mais uma baixa quando o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, anunciou que se filiaria ao PSD para concorrer ao pleito presidencial. A movimentação configura uma volta de Caiado à legenda, pela qual já disputou a presidência em 1989.
O partido de Gilberto Kassab chegou a ter, em determinado momento deste ano, três pré-candidatos à Presidência — Caiado, Ratinho Júnior e Eduardo Leite. Poucas semanas após a filiação do goiano, porém, o PSD confirmou que seguiria com Caiado como candidato do partido na corrida eleitoral, o que significou uma derrota para Leite.
Kim Kataguiri

O deputado federal Kim Kataguiri oficializou a filiação ao Partido Missão — legenda derivada do Movimento Brasil Livre (MBL) — logo nos primeiros dias de abertura da janela de transferências. Ele deixou o União Brasil após quatro anos de filiação.
A saída já havia sido anunciada em 2025, quando o Missão conseguiu registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e anunciou que os integrantes do MBL — até então distribuídos em outras legendas — migrariam para o partido no ano seguinte.
Rodrigo Pacheco

O senador e ex-presidente do Senado Federal Rodrigo Pacheco se filiou ao PSB para concorrer ao governo de Minas Gerais. A oficialização encerrou um período de indecisão sobre o destino político de Pacheco, que inicialmente sinalizava intenção de deixar a vida pública.
A candidatura em Minas será palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com quem Pacheco debateu acerca da nova filiação. Siglas como MDB — antigo partido do senador — e União Brasil estiveram no radar da articulação, mas a aliança com o PSB foi selada após conversa com o presidente nacional da legenda, João Campos.
Carlos Viana

O senador e ex-presidente da CPMI do INSS Carlos Viana aproveitou os últimos dias da janela partidária para deixar o Podemos e se filiar ao PSD. A intenção é buscar a reeleição no Senado de Minas Gerais ao lado Marcelo Aro (PP) — completando a chapa do governador Marcelo Simões (PSD).
Viana já passou por legendas como o MDB, PL e até mesmo PSD, partido pelo qual atuou de 2019 a 2021. No dia 27 de março, o senador encerrou sua presidência na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS sem relatório final e tem alegado sofrer “perseguição política”.
0 Comentários
Faça um comentário