- Pela Redação
- 29/05/2023
Márcio Eça do rufandobombonews
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), negou nesta sexta-feira (29) qualquer participação ou interferência na articulação para a composição da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que pretende investigar contratos da Educação municipal na Câmara de Cuiabá.
A declaração foi dada após questionamentos de vereadores da oposição sobre uma suposta atuação do Executivo para influenciar a formação da comissão. A polêmica surgiu depois que a vereadora Maysa Leão afirmou que a base governista teria se movimentado para aprovar o requerimento apresentado pelo vice-líder do prefeito na Câmara, vereador Demilson Nogueira.
Ao ser questionado sobre a suposta articulação, Abilio negou qualquer envolvimento e afirmou que estava cumprindo agenda administrativa no momento em que a discussão ocorria no Legislativo.
“Enquanto estava acontecendo essa discussão na Câmara, eu estava com o conselheiro Sérgio Ricardo visitando uma escola e, depois, reunido na Prefeitura com secretários e membros da Controladoria. Eu não tenho condição de estar em dois lugares ao mesmo tempo”, declarou.
O prefeito também minimizou as acusações de interferência e disse que parte da oposição acredita que ele exerce controle sobre todas as decisões políticas da Câmara Municipal.
Apesar da controvérsia sobre a instalação da CPI, Abilio afirmou que apoia qualquer investigação sobre os contratos da Educação e destacou que a Câmara possui diversos mecanismos de fiscalização além de uma comissão parlamentar de inquérito.
“Acredito que deve ser investigado de toda forma. A Câmara tem instrumentos como a Comissão de Educação, a Comissão de Finanças e outras comissões permanentes que possuem poder de fiscalização. A CPI também pode ser aberta, mas não é o único instrumento de investigação”, afirmou.
A discussão ocorre em meio ao debate sobre a viabilidade da nova comissão. Atualmente, cinco CPIs estão em andamento na Câmara de Cuiabá, número que pode impedir a abertura de mais uma investigação simultânea.
Diante da situação, a presidente da Câmara, Paula Calil, informou que irá consultar a Procuradoria da Casa para verificar se existe respaldo jurídico para a instalação de uma nova CPI voltada à apuração dos contratos da Educação municipal.
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