- Pela Redação
- 29/05/2023
O chefe do executivo paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos), comunicou a interlocutores sua intenção de atuar para consolidar a liderança oposicionista no Brasil seguindo a saída de Flávio Bolsonaro (PL) do território nacional, além de vislumbrar uma disputa pela presidência quatro anos à frente.
Em avaliação com aliados políticos, estimou que em 2030 não possuirá qualquer vinculação, findando seu segundo mandato estadual e, consequentemente, disponível para concorrer. Ressalvou, porém, que novos nomes da direita podem emergir neste intervalo e que sua viabilidade dependerá de êxito administrativo em sua gestão.
Mencionou ainda que, caso mantenha até 2030 os indicadores atuais de mais de 60% de aprovação, deverá se apresentar como candidato.
A estratégia de assumir o comando oposicionista começou a ser formulada desde a derrota de Flávio no fim de semana anterior, porém ganhou impulso após a transferência do senador para os Estados Unidos com sua família.

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Conforme informações, Tarcísio compreende ser imprescindível articular a oposição desde este momento, já que, em sua perspectiva, sempre se caracterizou por desorganização e fragmentação e necessita agora funcionar como coletivo, estruturado e sintonizado, semelhante, em seus termos, ao funcionamento da esquerda.
Para tanto, estabelecer um programa é fundamental e deve ser edificado sobre as duas centralidades da campanha de Flávio: questões econômicas e segurança pública. Tarcísio avalia que a administração Lula será incapaz de responder adequadamente a ambas.
Especialmente quanto à economia. O governador tem comunicado a seus pares que compreende a próxima fase da conjuntura política brasileira como um cenário propício para a oposição dado que o governo Lula 4 já enfrenta uma instabilidade fiscal preexistente e que, caso o petista cumpra suas promessas campanha, a nação enfrentaria colapso; se não as realizar, receberá acusações de fraude nos compromissos eleitorais.
Em sua análise, a fragilidade fiscal repercutirá sobre taxas de juros, prejudicando aplicações, desvalorizando empresas e provocando inquietação nos agentes de mercado.
Comunicou aos seus confidentes que pretende encabçar essa pauta econômica nacionalmente, uma vez que administra a região de maior geração de riquezas da nação, e que agirá com maior proatividade para defender os interesses produtivos paulistas nas discussões de abrangência nacional.

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Planeja também articular a dimensão econômica com questões sociais, como a preparação dos sistemas públicos nacionais para atender crescimento na população idosa no SUS e aprimorar a estrutura de poupança para responder a essa transformação demográfica.
Na esfera política, defende unificação das forças oposicionistas para escolher candidato único ao Senado que enfrente a recondução do presidente daquela casa, Davi Alcolumbre.
A CNN informou na segunda-feira (27) que os legisladores Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS) negociam qual dos dois representará a oposição na confrontação com Alcolumbre.

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