- Pela Redação
- 29/05/2023
Articuladores do governo federal que atuam junto ao Congresso Nacional têm orientado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a realizar uma indicação "consensual" ao Supremo Tribunal Federal (STF) ainda antes do encerramento de 2026.
Após conquistar a reeleição, Lula sinalizou a colaboradores próximos sua intenção de persistir na indicação do Advogado-Geral da União, Jorge Messias, para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso na corte suprema.

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Porém, conforme relatam os articuladores, o nome de Messias continua não pacificado no âmbito do Senado Federal. Em abril passado, o AGU enfrentou rejeição pela Casa Alta, configurando a maior derrota legislativa do terceiro governo Lula.
Frente a esse impasse, parlamentares governistas e funcionários do Planalto solicitam um nome que goze de aceitação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e das demais lideranças senatoriais.
O candidato que reúne mais apoio entre esses interlocutores é Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado que atualmente integra o Tribunal de Contas da União (TCU). Pacheco era preferência de Alcolumbre e da direção da Casa Alta antes da proposta de indicação de Messias.
O argumento central defendido por esses articuladores é que Lula deve garantir a confirmação de seu indicado ao STF ainda em 2026, antecipando esse processo antes da renovação legislativa – levando em conta que forças conservadoras obtiveram crescimento na Casa após o pleito recente.
O Partido Liberal (PL), liderado por Jair Bolsonaro e seu filho Flávio Bolsonaro, disporá de 28 assentos a partir de 2027, sendo que 19 foram conquistados nas eleições mais recentes.
Esse grupo também destaca a aproximação entre Lula e Alcolumbre ocorrida durante a campanha eleitoral como fator favorável à candidatura de Pacheco. O presidente petista apoiou candidatos ligados ao líder senatorial na disputa estadual no Amapá, enquanto Alcolumbre acelerou a votação de matérias de relevância para a administração federal nos dias que antecederam as eleições.
Embora Lula ainda não tenha formalizado sua decisão, sinais indicam que realizará a indicação dentro do ano corrente. O presidente está usufruindo de repouso e recuperação vocal após o período eleitoral e consolidará sua escolha após os próximos sete dias, conforme revelaram fontes próximas.
A estratégia do governo identifica, além da indicação ao STF que se aproxima, outras prioridades de atuação: a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) voltada para a Segurança Pública e o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA).
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