- Pela Redação
- 29/05/2023
JONAS DA SILVA Do Mídia News
O conselheiro aposentado do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), Valter Albano da Silva, teria recebido R$ 6,6 milhões em pagamentos investigados pela Polícia Federal, sendo R$ 4,9 milhões por meio de 55 ordens bancárias avulsas.
A informação consta na decisão do ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que autorizou a Operação Tomada de Contas, deflagrada na última quinta-feira (29), para investigar suspeitas de irregularidades em contratos administrativos e pagamentos a integrantes do TCE-MT. O documento não especifica o período em que ocorreram as transações, mas as investigações abrangem o ano de 2025.
A decisão também aponta que, apesar de aposentado, Valter Albano teria sido mantido como titular de uma comissão permanente do Tribunal de Contas. Albano foi substituído em dezembro de 2025 pelo conselheiro Alisson Alencar, também alvo de busca e apreensão da operação.
Diante dos indícios apresentados, o ministro determinou o afastamento do conselheiro aposentado de qualquer atividade vinculada ao TCE-MT, remunerada ou não, além de proibir seu acesso às dependências e aos sistemas da instituição.
Valter Albano também está proibido de manter contato com outros investigados e servidores do Tribunal, ressalvadas as exceções previstas na decisão, e de deixar o país. A determinação inclui a entrega do passaporte e busca impedir eventual interferência na produção de provas.
Ordens bancárias
Segundo a investigação, Valter Albano teria recebido R$ 6.617.904,08, dos quais R$ 4.940.191,74 foram pagos por meio de 55 ordens avulsas, distribuídas em sete contas bancárias de cinco instituições financeiras.
As transferências ocorreram em blocos de até seis ordens bancárias com valores quase idênticos, emitidas no mesmo dia, conforme os dados apresentados pela Polícia Federal.
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