- Pela Redação
- 29/05/2023
Redação do rufandobombonews
O vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), rebateu as críticas feitas pelo senador Wellington Fagundes sobre problemas em rodovias estaduais e afirmou que há “espetacularização” de casos pontuais envolvendo a infraestrutura no estado.
Segundo Pivetta, Mato Grosso construiu quase 7 mil quilômetros de novas rodovias nos últimos anos e é natural que parte da malha apresente problemas. No entanto, ele afirmou que o governo não trata as falhas com passividade e garantiu autonomia total ao secretário de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira, para tomar providências.
“Olha só, nós fizemos quase 7 mil quilômetros de novas rodovias. É normal que tenha mil quilômetros com problema. O que nós não podemos é ser passivo, aceitar os problemas como normal”, declarou.
O vice-governador também saiu em defesa do secretário e destacou a longevidade de Marcelo no cargo.
“Ele está aí há 7 anos e 4 meses, o secretário mais longevo da história de Mato Grosso. Você sabe de algum processo que ele tenha cometido alguma improbidade?”, questionou.
Ao comentar declarações anteriores sobre influência política no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Pivetta sugeriu que Wellington Fagundes teria comandado indicações no órgão durante anos, sem promover melhorias significativas nas rodovias federais.
“Wellington Fagundes foi deputado federal por cinco ou seis mandatos, está no segundo mandato de senador e durante muitos anos ele mandou no DNIT. Era ele quem nomeava os representantes do Governo Federal aqui. E por que nada mudou?”, disparou.
Pivetta ainda afirmou que, no passado, o DNIT liberava recursos frequentemente para manutenção precária de estradas federais em Mato Grosso.
“Todo ano liberava uma grana preta para patrolar estrada. Dava uma patrulhadinha. É uma maneira muito legal de gastar dinheiro público. Agora, a qualidade desse gasto é altamente questionável”, criticou.
Questionado se as críticas de Wellington teriam motivação eleitoral, o vice-governador negou qualquer dívida política e ironizou o senador.
“Ele deve estar com saudades do que fazia no passado aí”, afirmou, sugerindo supostas irregularidades na influência exercida sobre o órgão federal.
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