- Pela Redação
- 29/05/2023
Redação
A Operação Tomada de Contas, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (29), também resultou no afastamento dos conselheiros Guilherme Maluf e Alisson Alencar, do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT).
O conselheiro aposentado Valter Albano, que integra a comissão de fiscalização da Corte, também foi afastado de suas atividades.
Os três também tiveram seus gabinetes vasculhados pelos agentes federais durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão.
A ofensiva da PF ainda resultou na prisão preventiva do presidente do TCE-MT, Sérgio Ricardo de Almeida, que também foi afastado do cargo.
Além de Sérgio Ricardo, estão entre os alvos dos mandados de prisão o consultor jurídico-geral do TCE-MT, Gregory Paiva; o servidor Adriangelo Barros Antunes; a secretária-executiva Roseli Loss; e os advogados Felipe José Glinke e Gustavo Fernandes da Silva.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, os agentes federais apreenderam uma grande quantidade de dinheiro em espécie, dezenas de relógios de luxo e veículos importados.
A Polícia Federal, no entanto, não informou em quais endereços os bens foram encontrados nem a quem pertencem.
Policiais federais cumpriram mandados em gabinetes no Tribunal de Contas
A operação
A Operação Tomada de Contas investiga um suposto esquema de irregularidades envolvendo contratos administrativos e pagamentos realizados no âmbito do TCE-MT.
De acordo com a Polícia Federal, há suspeitas de que a suspensão de contratos tenha sido utilizada como instrumento de pressão contra fornecedores, além de possíveis favorecimentos na liberação de recursos públicos.
As investigações também identificaram indícios de pagamentos irregulares a empresas, movimentações financeiras consideradas atípicas envolvendo servidores públicos e retiradas frequentes de dinheiro em espécie.
Os policiais buscam esclarecer, ainda, a possível ligação entre depósitos bancários e saques realizados nas dependências da Corte de Contas.
Ao todo, mais de 180 policiais federais participam da operação, que prevê o cumprimento de seis mandados de prisão preventiva e 26 de busca e apreensão nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
Segundo a PF, os fatos investigados podem caracterizar crimes contra a administração pública, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
0 Comentários
Faça um comentário