- Pela Redação
- 29/05/2023
Redação
A Operação Cathedra Venalis, deflagrada na terça-feira (20) pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Mato Grosso, apura suspeitas de corrupção, compra de apoio político, extorsão e coação envolvendo vereadores e agentes políticos de Várzea Grande.
Documentos da investigação mencionam o ex-vice-prefeito Tião da Zaeli como possível articulador político ligado ao grupo do presidente da Câmara Municipal, Wanderley Cerqueira. Segundo depoimentos reunidos pelo Gaeco, Tião teria participado de conversas para garantir apoio à recondução de Wanderley ao comando do Legislativo.
O vereador Caio Cordeiro (Novo) relatou aos investigadores que foi procurado pelo ex-vice-prefeito durante as tratativas. Na ocasião, segundo o depoimento, teria sido mencionada a possibilidade de cassação da prefeita Flávia Moretti (PL).
A eventual saída definitiva da prefeita poderia abrir caminho para que o presidente da Câmara assumisse o comando do Executivo municipal, considerando a renúncia de Tião ao cargo de vice-prefeito e as regras legais de sucessão.
Em nota, Tião da Zaeli também rebateu suspeitas relacionadas à sua saída da Prefeitura. Ele afirmou que a renúncia, formalizada em 31 de março deste ano, ocorreu de forma voluntária e foi motivada por divergências políticas com os rumos da administração municipal.
Segundo o ex-vice-prefeito, sua decisão foi consequência da discordância em relação ao cenário político instalado em Várzea Grande.
As menções a Tião integram o contexto investigativo e não representam, por si só, comprovação de irregularidades. As suspeitas deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.
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