Despejo em condomínios do Porto levou famílias ao limite, afirma Max Russi

Cenário de incerteza



Márcio Eça do rufandobombonews 

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi, relatou nesta quarta-feira (22) a situação enfrentada por moradores dos condomínios Villa das Minas e Lavras do Sutil I e II, na região do Porto, em Cuiabá, ameaçados por uma decisão de desocupação.

Segundo Russi, a Assembleia Legislativa atuou para intermediar o impasse e buscar uma solução que garanta a permanência das famílias nos imóveis, ao menos até que haja uma definição jurídica e social para o caso. A expectativa é de que, nos próximos dias, avancem as tratativas para evitar o despejo e assegurar que os moradores continuem no local.

Russi destacou que o impacto psicológico da ameaça de retirada foi imediato e atingiu diretamente a saúde dos moradores, muitos deles vivendo há décadas nos imóveis. “Você mora ali há 10, 15, 20 anos e, de repente, recebe uma decisão dizendo que pode ser retirado, sem ter para onde ir. Isso gera ansiedade, nervosismo e preocupação extrema”, afirmou.

Ele reforçou que grande parte dos moradores não é invasora, mas adquiriu os imóveis de boa-fé e construiu a vida no local ao longo dos anos. “São pessoas que compraram, que estão ali há muito tempo. Não dá para tratar como se fosse uma situação simples”, pontuou.

O caso segue em discussão, mas o episódio expõe o impacto social de decisões desse tipo sobre famílias sem alternativa imediata de moradia. A mobilização da Assembleia busca justamente evitar uma remoção e construir uma saída que preserve o direito dessas famílias permanecerem em suas casas.

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