Após matéria no Fantástico, Pivetta defende bloqueio de celulares nos presídios de MT

É fantástico



Danilo Figueiredo do local e Márcio Eça da redação 

O governador de Mato Grosso e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), defendeu, nesta segunda-feira (14), a instalação de bloqueadores de celulares nas unidades prisionais do Estado. A declaração ocorreu após a repercussão nacional da Operação Fariseus, que investigou a atuação de uma suposta missionária com acesso à Penitenciária Central do Estado (PCE) e suspeita de ligação com lideranças de uma facção criminosa.

Questionado sobre a entrada de celulares nos presídios e a proximidade entre visitantes e líderes criminosos, Pivetta afirmou que o Estado realiza fiscalizações e ações de combate de forma sistemática, mas reconheceu que o problema ainda persiste.

“Infelizmente, ainda existem muitos casos desses, e a solução definitiva é bloqueador de celular”, afirmou.

Segundo o governador, o Estado já trabalha na elaboração de um edital para contratar o serviço de bloqueio de sinal nas unidades prisionais de Mato Grosso.

“Nós estamos formulando o edital para licitar a compra desse serviço, para bloquear celular nas unidades prisionais. É a única maneira de eliminar definitivamente a comunicação dos detentos que comandam o crime aqui fora”, declarou.

Operação Fariseus, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso em julho, ganhou projeção nacional após ser tema de uma reportagem do Fantástico, da TV Globo, no último domingo (13).

 

 

 

A investigação da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) apontou que uma família de líderes religiosos teria usado um projeto de evangelização em presídios de Cuiabá como fachada para prestar apoio logístico, financeiro e de comunicação ao Comando Vermelho.

 

 

 

Segundo a investigação, os envolvidos teriam se aproveitado do acesso às unidades concedido para assistência espiritual para atuar como intermediários entre integrantes da facção presos e criminosos que estavam fora das unidades. O inquérito também aponta suspeitas de movimentação financeira e lavagem de dinheiro.

 

 

 

A investigação reuniu ainda fotos e outros registros que apontam para um relacionamento entre a missionária Rhavenna Barcelos Cabeça de Almeida e o detento Renildo da Silva Rios, conhecido como “Chapa” ou “Velhote” e apontado pela Polícia Civil como uma das lideranças do Comando Vermelho em Mato Grosso

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