- Pela Redação
- 29/05/2023
A Polícia Civil executou na manhã de sexta-feira (15) a Operação Persona Sintética, direcionada ao desmantelamento de uma organização criminosa baseada em Várzea Grande que atuava na prática de fraudes digitais no estado de Mato Grosso.
Durante a ação, foram cumpridos 15 mandados judiciais de diferentes naturezas: cinco prisões preventivas, cinco buscas e apreensões, além de cinco ordens de afastamento de sigilo telemático. Todos os procedimentos concentraram-se no município de Várzea Grande.
O Núcleo de Justiça 4.0 vinculado ao Juízo das Garantias – Polo Cuiabá autorizou as medidas com fundamento em investigações sistemáticas realizadas pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI).
As investigações começaram em 2023, quando foi reportada uma tentativa de extorsão digital. Os suspeitos utilizavam estratégias de engenharia social através do WhatsApp, compartilhando fotos de parentes para solicitar transferências via Pix. A vítima não efetivou o pagamento, levando à classificação como crime tentado.
Na primeira fase investigativa, os policiais identificaram um dos autores, que recebeu mandado de busca domiciliar em setembro de 2025. Na ocasião, foram encontrados diversos celulares e documentos de identificação falsificados, todos em nome de pessoas de Mato Grosso, confirmando a existência de uma operação centralizada de fraudes.
Posteriormente, através de novas diligências e análise dos dados coletados, a equipe investigativa conseguiu identificar os demais membros da organização e determinou as atribuições específicas de cada criminoso nas atividades fraudulentas.

Os acusados serão responsabilizados pelos crimes de integração de organização criminosa, falsificação de documento público e estelionato agravado por fraude digital. Alguns deles também responderão por envolvimento com tráfico de drogas.
A próxima etapa das investigações compreenderá interrogatórios dos suspeitos e perícia detalhada dos materiais apreendidos nesta fase operacional.
Justificativa do Nome da Operação
A denominação Persona Sintética foi selecionada em alusão à grande quantidade de documentos fraudulentos que foram localizados na posse dos criminosos.
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