- Pela Redação
- 29/05/2023
Redação
O caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva, preso sob suspeita de ser o executor do advogado Renato Nery, também está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) pela morte do advogado Antônio Padilha de Carvalho, assassinado em dezembro de 2019, em Cuiabá.
Alex foi detido no dia 5 de março, durante a Operação Office Crime – A Outra Face, deflagrada pela DHPP. A suspeita de seu envolvimento no crime de 2019 surgiu após a quebra do sigilo de seus dados telefônicos e telemáticos, juntamente com os de cinco policiais militares presos por suposto envolvimento na execução de Renato Nery.
A perícia encontrou no celular de Alex imagens dos responsáveis pela morte de Antônio Padilha, que até então nunca haviam sido identificados pela polícia. Além disso, foi constatada uma semelhança entre as vestimentas dos motociclistas envolvidos nas execuções dos dois advogados, levantando a hipótese de que Alex tenha participado de ambos os assassinatos.
Outro indício apontado pela investigação foi a série de pesquisas na internet realizadas pelo caseiro sobre a morte de Renato Nery, sugerindo que ele acompanhava de perto o andamento das investigações.
O assassinato de Antônio Padilha
Antônio Padilha de Carvalho foi morto em 9 de dezembro de 2019, em um semáforo no bairro Jardim Leblon, em Cuiabá. Ele estava no carro com a esposa, que tinha uma consulta médica, quando foi atingido por disparos efetuados por dois homens em uma motocicleta.
Quatro sindicalistas do Sindicato dos Trabalhadores Avulsos (Sintramm) foram presos em agosto de 2022, acusados de encomendar o crime e atrapalhar as investigações. Segundo a polícia, o homicídio foi motivado por uma ação judicial movida por Padilha na Justiça do Trabalho, que buscava destituir o grupo da direção do sindicato.
Apesar das prisões dos supostos mandantes, os atiradores ainda não haviam sido identificados, até a nova reviravolta nas investigações que agora apontam para o envolvimento de Alex Queiroz no caso. As autoridades seguem analisando as provas para determinar o grau de participação do caseiro nos dois homicídios.
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