CPI da Saúde interroga secretário Juliano Melo sobre despesas indenizatórias e contratos questionados

Gestor de Saúde depõe sobre R$ 1,9 bi em pagamentos sem cobertura contratual e possível conflito de interesses envolvendo sua esposa



A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, na tarde desta quarta-feira (28), o depoimento do secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo. Durante sua apresentação, ele prestou esclarecimentos acerca de desembolsos indenizatórios, celebrações de contratos com organizações mencionadas na Operação Espelho, transferências financeiras para o Hospital Central e questões relativas a possíveis conflitos de interesse. O objetivo da investigação parlamentar é apurar denúncias de condutas irregulares nas contratações e utilização de recursos da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) no período entre 2019 e 2025.

Melo, que desempenhou papéis anteriores como secretário adjunto e exerceu interinamente a liderança da pasta durante determinado intervalod o período sob investigação, compareceu perante a comissão como depoente. Um dos tópicos centrais abordados envolveu os aproximadamente R$ 1,9 bilhão em desembolsos indenizatórios realizados entre 2020 e 2024, conforme diagnóstico revelado durante sua oitiva. Tais gastos ocorrem sem estrutura contratual apropriada e motivaram fiscalizações de órgãos supervisores.

O gestor da pasta apresentou justificativas informando que parcela considerável desses gastos destina-se a manter o funcionamento dos serviços, particularmente em setores de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e atendimento domiciliar especializado (home care). De acordo com sua explanação, esses custos apresentaram diminuição superior a 60% em 2026, como consequência de modificações na administração dos hospitais regionais e na normalização de compromissos contratuais.

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