- Pela Redação
- 29/05/2023
A televisão brasileira atravessa uma das suas piores conjunturas históricas. Não se trata de uma simples percepção, mas de uma realidade cada vez mais evidente quando se observa a qualidade e a originalidade da programação.
Outrora, mesmo com recursos limitados, profissionais da área suavam a camisa para levar ao ar produções genuinamente nacionais. Tudo era concebido e executado aqui, com inventividade, competência técnica e, acima de tudo, personalidade própria. A criatividade era imperativa, não havia espaço para alternativas.
Dessa circunstância surgiram grandes nomes que se tornaram lendários. Cassiano Gabus Mendes, Boni, Walter Clark, Daniel Filho, Nilton Travesso, Augusto César Vanucci, Paulo Ubiratan, Carlos Manga e Roberto Talma formam apenas parte de uma extensa galeria de talentos que deixaram suas marcas indeléveis na história audiovisual.
O ponto de inflexão chegou quando adquirir conteúdo pronto se transformou em prática rotineira. Pacotes fechados, manuais de funcionamento, formatos internacionais e modelos prontos para uso começaram a substituir o trabalho criativo local. Consequentemente, proliferou uma geração de profissionais destituída de capacidade para produzir algo original.
Os números não mentem. A degradação qualitativa da programação coincide exatamente com o empobrecimento dos bastidores e a queda vertiginosa de audiência. Atualmente, contam-se nos dedos os profissionais ainda aptos a conceber, estruturar, produzir, dirigir e formatar programas verdadeiramente competentes, mantendo a essência e características do fazer televisivo brasileiro.
Diante deste cenário desafiador, torna-se árduo vislumbrar perspectivas animadoras para o futuro próximo.
Iniciativa do Caco Barcelos
Procurando dinamizar a grade do
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