- Pela Redação
- 29/05/2023
Os três instrutores presos pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, foram transferidos para uma unidade prisional em Guarulhos na manhã de terça-feira. A jovem faleceu após ser arremessada sem corda da Ponte do Esqueleto durante uma atividade de rope jump em Limeira, no interior de São Paulo. Os investigados respondem por homicídio com dolo eventual, modalidade que pressupõe a assunção do risco de causar morte.
Até a transferência, os três permaneciam custodiados no Centro de Detenção Provisória (CDP) Nelson Furlan, em Piracicaba. Agora cumprem prisão preventiva no Centro de Detenção Provisória II de Guarulhos. A Secretaria de Administração Penitenciária informou que a mudança ocorreu por questões administrativas.
Os três homens foram capturados em imagens que registram o momento exato em que Maria Eduarda é erguida e lançada da estrutura. Os presos são identificados como Maicon Fernandes Cintra, 42 anos; Luis Felipe Feliciano Egoroff, 32 anos; e Vitor de Freitas Gonçalves, 27 anos.
Cada um deles exercia profissões distintas. Luis Felipe atua como bombeiro civil, conforme confirmado pela Polícia Militar. Vitor de Freitas tinha registrado em carteira a função de operador turístico e, embora resida em São Paulo, é natural de Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul. Entre os três, apenas Maicon possui negócio registrado em seu nome, uma empresa dedicada à pós-produção cinematográfica.
Maria Eduarda morreu após cair de aproximadamente 40 metros sem qualquer proteção durante a realização de um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, localizada em Limeira. Registros em vídeo divulgados nas redes sociais mostram o momento em que três instrutores conduzem a jovem até a extremidade da ponte e realizam o lançamento.
Imediatamente após a queda, espectadores perceberam que a vítima não estava equipada com sistemas de segurança. Um amigo que presenciou o ocorrido sofreu grave impacto emocional e necessitou de assistência hospitalar.
Os três indivíduos que aparecem nas gravações foram detidos e autuados por homicídio com dolo eventual. Posteriormente, o Poder Judiciário manteve a detenção ao transformar a prisão em flagrante em prisão preventiva.
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