Filha de de André Maggi entra na Justiça para rediscutir fortuna do pai distribuída entre irmãos em MT

Herança bilionária



G1 

Carina Maggi Martins, uma das filhas de André Maggi, fundador de uma das maiores empresas exportadoras de soja do mundo, entrou com uma ação na Justiça, em Cuiabá, para rediscutir a distribuição da herança deixada por ele aos filhos.

André Maggi morreu em 2001 aos 74 anos.

Na ação, Martins alega que foi enganada pelos demais herdeiros sobre o real patrimônio deixado por André Maggi. Após a morte dele, foi feito um acordo entre eles sobre a repartição dos bens.

Agora, ela pretende forçar um novo acordo com eles ou mover uma ação para ser contemplada.

 

"Ainda, ante a natureza dos documentos solicitados, sigilosos, inclusive, a autora pretende exercer verdadeira fiscalização e devassa sobre a atividade empresarial dos requeridos", diz parte do processo.

 

A juíza da 4ª Vara Cível de Cuiabá, Vandymara G. R. Paiva Zanolo, acolheu parte do pedido de Martins, mas ressaltou que as mesmas questões já foram discutidas em processos anteriores e que já transitaram em julgado.

"Não houve valoração de provas, pelo contrário, a sentença evitou nova rediscussão da matéria por via inadequada. E não resta demonstrada a necessidade, utilidade e o cabimento da presente ação de produção antecipada de provas", afirmou na decisão.

A distribuição da herança começou a ser discutida na Justiça a partir de 2007. O caso tramitou na 2ª Vara Especializada de Família e Sucessões da Comarca de Rondonópolis, em que o processo teve a sentença sem julgamento do mérito, e transitou em julgado, em novembro de 2015.

A rediscussão proposta por Martins também se baseia no acordo extrajudicial homologado na ação de investigação de paternidade, que tramitou na 7ª Vara Cível de Rondonópolis.

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