- Pela Redação
- 29/05/2023
Mulheres que enfrentam situações de violência contam com uma estrutura de proteção em Mato Grosso pronta para oferecer acolhimento, orientação e assistência especializada. A rede estadual funciona como escudo para quem está ameaçado ou vivenciando diferentes formas de abuso.

O Gabinete de Enfrentamento à Violência contra a Mulher do Governo de Mato Grosso intensificou as alertas sobre a importância dessa rede de proteção após um caso de feminicídio ocorrido na quinta-feira (17.9) no município de Luciara. Uma mulher e seu bebê foram descobertos mortos em uma área rural. O companheiro da vítima, identificado como J. G. B., com 29 anos, foi capturado no local e é investigado como principal suspeito. As autoridades analisam as circunstâncias e possíveis motivações para o crime. Nota-se que a vítima não possuía medida protetiva em vigor.
Mariell Antonini, delegada e secretária do Gabinete de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, enfatiza que mulheres em risco devem compreender que possuem suporte institucional completo. "Violência é um problema grave que demanda seriedade absoluta. Nenhuma mulher deve carregar sozinha o peso de ameaças, agressões ou situações que comprometam sua segurança pessoal. Temos uma estrutura inteira dedicada a acolher, orientar e defender. Procurar apoio pode evitar que a violência evolua para estágios mais perigosos", declarou.
A delegada também chama atenção para as múltiplas facetas da violência de gênero. O problema não se restringe apenas a agressões físicas diretas. Intimidações, perseguições, comportamentos controladores, afastamento forçado de relacionamentos e qualquer ação que gere medo ou insegurança constituem sinais importantes. As vítimas não devem aguardar o agravamento da situação para buscar auxílio profissional.
Conforme registros da Polícia Civil, entre janeiro e setembro de 2024, mais de 13,7 mil mulheres em Mato Grosso receberam medidas protetivas determinadas pelo sistema judicial. Esse instrumento jurídico representa uma das principais ferramentas disponíveis para preservar a segurança de mulheres expostas a perigos e ameaças.
A comunidade também desempenha papel essencial nesse processo. Familiares, colegas, amigos, vizinhos e demais pessoas do convívio social podem identificar indícios de abuso, prestar acolhimento e comunicar aos órgãos apropriados quando necessário.
Canais de Atendimento e Proteção
Em Mato Grosso, mulheres em situação de violência podem recorrer às delegacias da Polícia Civil, centros especializados em atendimento feminino, Polícia Militar, Ministério Público, Defensoria Pública e Justiça. Para emergências, a Polícia Militar está disponível pelo telefone 190.
O "Ligue 180" funciona como serviço nacional dedicado ao atendimento de mulheres vítimas, fornecendo informações completas sobre direitos e recursos da rede protetiva.
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