Energisa investe R$ 5 milhões em restauração florestal na Bacia do Xingu em Mato Grosso

Grupo apoia projeto Floresta Viva com financiamento para recuperação de 140 hectares através de três iniciativas na região



A Energisa, em parceria com Norte Energia e Fundo Vale, integra o conjunto de instituições apoiadoras do BNDES no programa Floresta Viva — Bacia do Xingu, dedicado ao financiamento de ações de restauração ecológica na bacia hidrográfica do Rio Xingu. O segundo edital resultou na seleção de três iniciativas localizadas em Mato Grosso, que contemplam a restauração de 140 hectares de área degradada. O aporte do Grupo Energisa totaliza R$ 5 milhões distribuídos ao longo de duas fases, com R$ 3 milhões já liberados e R$ 2 milhões programados para os próximos dois exercícios.

Mudas

A segunda etapa do programa incorporou o Instituto C3, a Fundação Pró-Natureza (Funatura) e a Universidade Livre do Meio Ambiente (Unilivre) como executoras de iniciativas centradas em restauração com viés produtivo, segurança alimentar e geração de oportunidades econômicas no território do Xingu. Os três projetos beneficiar-se-ão de aproximadamente R$ 5,28 milhões advindos do BNDES e demais instituições parceiras. Cada uma das iniciativas comportará 24 meses para sua execução, seguidos de 12 meses dedicados ao acompanhamento e avaliação de resultados.

O projeto Restauro Produtivo, desenvolvido pelo Instituto C3, direcionará esforços na recuperação de 50 hectares. A iniciativa Raízes do Xingu – Terra, Gente e Floresta, conduzida pela Funatura, abarcará 40 hectares em sua área de intervenção. Complementarmente, o programa Ukutaku: Unindo Restauração Ecológica, Soberania Alimentar e Geração de Renda no Alto Xingu, sob responsabilidade da Unilivre, contemplará 50 hectares de restauração.

Desde o primeiro edital lançado em 2023, o Grupo Energisa participa ativamente do Bacia do Rio Xingu, consolidando sua trajetória em ações de proteção, preservação e recuperação da biodiversidade regional. O primeiro certame disponibilizou R$ 26,6 milhões sem necessidade de reembolso, financiados equitativamente pelo BNDES e pelas instituições apoiadoras, objetivando restaurar territórios degradados, potencializar cadeias de produção sustentáveis e fortalecer a inclusão socioeconômica das populações locais. O Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) exerce o papel de gestor operacional da iniciativa.

A segunda convocação foi possibilitada por saldos remanescentes da primeira fase, dispondo de R$ 6,3 milhões para alocação. Essa etapa amplia e expande os alcances da primeira fase, que direcionou R$ 20,3 milhões para quatro iniciativas distribuídas entre Pará e Mato Grosso. Os trabalhos desenvolvidos na primeira etapa já englobam 304,96 hectares em processo restaurativo, frente a uma meta estabelecida de 617,82 hectares.

A região da bacia do Rio Xingu apresenta uma extensão de aproximadamente 53 milhões de hectares abrangendo 50 municípios distribuídos entre Pará e Mato Grosso. O curso fluvial atravessa áreas de proteção integral, incluindo territórios indígenas e unidades de conservação ambiental, estruturando um corredor de sociobiodiversidade que interconecta diferentes ecossistemas. Contudo, a região sofre pressões severas decorrentes do desflorestamento, tendo registrado a perda de 730 mil hectares no período entre 2019 e 2022.

A seleção dos projetos considerou o potencial de mobilização comunitária e as perspectivas de geração de renda factíveis para a população mato-grossense. As ações estruturam-se em torno do engajamento direto das comunidades locais em atividades como colheita e beneficiamento de sementes, implantação de estruturas de produção vegetal e aproveitamento sustentável de recursos biológicos.

"A contribuição do Grupo Energisa ao Floresta Viva demonstra nosso empenho contínuo na preservação dos ecossistemas brasileiros e no desenvolvimento econômico equilibrado das regiões onde operamos. A Bacia do Rio Xingu desempenha papel estratégico na manutenção ambiental e na qualidade de vida das comunidades ribeirinhas e locais. Ao financiar iniciativas de restauração no segmento mato-grossense da bacia, colaboramos para a recomposição de paisagens degradadas, a criação de fontes de renda alternativas e o fortalecimento das atividades produtivas regionais", declara Tatiana Feliciano, responsável pela área de Sustentabilidade do Grupo Energisa.

Além da recuperação dos sistemas biológicos, os investimentos contribuem para a consecução da meta do Grupo Energisa de reduzir a emissão de gases de efeito estufa (GEE) caminhando rumo à neutralidade até 2050. Em 2024, o Grupo Energisa completou o encerramento operacional de 20 usinas de geração térmica localizadas na Amazônia Legal, realizando antecipadamente em dois anos seu compromisso institucional anunciado. O desligamento dessas unidades geradoras evita a emissão anual de 539 mil toneladas de CO₂, equivalente ao sequestro de carbono proporcionado pelo plantio de 3,6 milhões de árvores, reafirmando o histórico consolidado de investimento ambiental da corporação na região amazônica.

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