- Pela Redação
- 29/05/2023
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) conseguiu controlar um incêndio florestal que atingia Guiratinga nas últimas 24 horas. Simultaneamente, equipes seguem em operações intensas no combate a dois outros focos registrados em Canarana e São Félix do Araguaia, neste sábado (1º de agosto).

O incêndio em Guiratinga, que teve início na sexta-feira (31 de julho), encontra-se sob controle e não representa perigo imediato de disseminação. As chamas foram contidas dentro de um perímetro seguro. Ainda assim, os bombeiros mantêm vigilância contínua da região para prevenir possíveis reignições e eliminar focos remanescentes.
Nos municípios de Canarana e São Félix do Araguaia, os bombeiros militares prosseguem com ações ininterruptas de combate. As operações ocorrem diretamente em campo, com foco no controle dos pontos de calor, redução do avanço das chamas e proteção de vidas, propriedades e recursos naturais.
As operações contam com suporte do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), Defesa Civil Estadual e Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), que trabalham de forma coordenada quando necessário, potencializando os recursos empregados no enfrentamento aos sinistros florestais estaduais.
Registro de focos de calor
Mato Grosso registrou 50 focos de calor em 24 horas, conforme última verificação às 17h no Programa BDQueimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados provêm do Satélite de Referência Aqua Tarde. Do total, 35 focos localizam-se no Cerrado e 15 na Amazônia.
Nas terras indígenas, concentram-se 31 focos: 16 na Terra Indígena Areões em Nova Nazaré; sete na Terra Indígena Sangradouro/Volta Grande em General Carneiro; cinco na Terra Indígena Pimentel Barbosa em Canarana; um na Terra Indígena Capoto/Jarina em São José do Xingu; um na Terra Indígena Menkü em Brasnorte; e um no Parque Indígena do Xingu em Canarana.
Importante ressaltar que um foco de calor isolado não configura necessariamente um incêndio florestal. Trata-se de um indicativo de área com temperatura elevada detectada por satélites, que pode ou não estar associada a ocorrência de fogo. Um incêndio florestal, em contraste, é identificado pelo conjunto de vários focos concentrados na mesma região. Nas áreas indígenas, o combate deve ser executado por órgãos federais, já que o Estado não detém autorização para atuar.
Monitoramento através da Operação Infravermelho
O CBMMT realiza também monitoramento do emprego irregular do fogo no município de Marcelândia, em zona de assentamento federal, fiscalizada pela Operação Infravermelho. Esse acompanhamento funciona a partir da Sala de Situação Central, sediada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA) em Cuiabá.
Utilizando imagens de satélite e tecnologias complementares, a operação visa detectar antecipadamente áreas com possibilidade de incêndio florestal ou onde o fogo tenha sido iniciado irregularmente, atuando simultaneamente na prevenção e penalização de infratores.
Restrições ao uso do fogo
O CBMMT ressalva à população sobre a proibição do emprego do fogo em atividades de limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Em áreas urbanas, a proibição vigora o ano inteiro.
O uso indevido do fogo constitui crime ambiental e incorre nas sanções legais cabíveis. Além de vedado, representa riscos à segurança coletiva, à saúde populacional e ao patrimônio natural. Denúncias sobre uso irregular do fogo, inclusive em zonas urbanas, devem ser feitas pelos números 193 (Corpo de Bombeiros Militar) ou 190 (Polícia Militar).
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