- Pela Redação
- 29/05/2023
A administração municipal de Cuiabá, através da Secretaria Municipal de Saúde, reafirma seu compromisso com o fortalecimento das estratégias de vigilância em saúde ambiental e epidemiológica. O objetivo é acompanhar doenças relevantes para a saúde pública e evitar a propagação de zoonoses que afetam o município. Os indicadores mais atualizados dos departamentos de Vigilância Epidemiológica, Vigilância em Saúde Ambiental e Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde evidenciam o trabalho sistemático de monitoramento, análise e reação às ocorrências reportadas durante o primeiro semestre de 2026.
Durante esse período, foram identificadas 88 notificações relacionadas a eventos epidemiológicos envolvendo animais, concentradas principalmente no acompanhamento de primatas selvagens e avifauna silvestre. Essas espécies atuam como indicadores biológicos para a identificação de patógenos de relevância, como febre amarela e influenza aviária de alta patogenicidade.
Entre as enfermidades zoonóticas sob vigilância, a leishmaniose visceral destacou-se como a condição mais prevalente detectada em cães. A equipe de saúde realizou 782 consultas e atendimentos, confirmando 249 diagnósticos positivos em animais domésticos. Constatou-se também um caso confirmado de leishmaniose visceral em ser humano no âmbito municipal.
A esporotricose também figurou entre as doenças monitoradas com prioridade pelas equipes de vigilância. Foram documentadas 21 notificações em felinos, com 17 confirmações por testes laboratoriais. Na população humana, 13 suspeitas foram relatadas, resultando em seis diagnósticos confirmados.
O acompanhamento da raiva manteve-se constante ao longo do semestre analisado. Registraram-se 62 notificações envolvendo animais falecidos ou apresentando manifestações neurológicas características da doença, adicionadas a seis atendimentos de cães e gatos com comportamentos agressivos anormais e 52 casos de animais de estimação que entraram em contato com morcegos ou outros animais de risco potencial.
No tocante ao atendimento da população humana, a rede de saúde municipal ofertou 753 atendimentos profiláticos contra raiva, dos quais 125 foram classificados como casos de elevada gravidade, necessitando de acompanhamento clínico e intervenção terapêutica específica para evitar o desenvolvimento da moléstia.
Quanto à febre amarela, a vigilância investigou 14 eventos suspeitos envolvendo primatas não humanos. Após avaliação técnica e laboratorial, nenhum diagnóstico foi ratificado, nem em animais nem em seres humanos. Esse resultado demonstra que o monitoramento sistemático permite a detecção precoce de alterações nos padrões epidemiológicos.
Destaca-se também a vigilância direcionada à Influenza Aviária de Elevada Patogenicidade. No semestre em questão, duas áreas levantaram suspeita quanto à ocorrência dessa enfermidade, gerando cinco notificações em aves selvagens. Após investigação técnica, todos os casos foram descartados. Não houve registro de contaminação em humanos durante o período analisado.
A secretária municipal responsável pela pasta de Saúde, Deisi Bocalon, ressalta que o monitoramento permanente representa um dos instrumentos essenciais para a contenção de epidemias e a proteção coletiva.
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