- Pela Redação
- 29/05/2023
Um levantamento realizado com base nos programas de governo registrados no Tribunal Superior Eleitoral mostra que Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão) e Flávio Bolsonaro (PL) se destacam entre os candidatos com maior quantidade de propostas específicas destinadas ao Nordeste. Os quatro dedicam capítulos inteiros com três a cinco páginas de seus programas a diagnósticos e compromissos para a região e para o Semiárido.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que concorre à reeleição, também reserva um espaço específico em seu plano para o desenvolvimento regional, incluindo o Nordeste tanto em ações focadas quanto em políticas de âmbito nacional nas áreas de infraestrutura, conectividade e segurança hídrica.

Candidatos como Samara Martins (UP), Pablo Marçal (PRTB) e Clariana Barão (DC) apresentam iniciativas mais direcionadas, ligadas especialmente à proteção ambiental ou ao combate às desigualdades regionais sem mencionar explicitamente o Nordeste. Edmilson Costa (PCB), por sua vez, refere-se apenas a regiões com menor assistência governamental.
Samara Martins informou em nota que sua meta é transformar o Nordeste em um polo simultâneo de produção científica e tecnológica e de geração de alimentos. Os demais candidatos não retornaram as solicitações de contato da reportagem.
Nota: Pablo Marçal (PRTB) formalizou sua candidatura no último dia do prazo, em 15 de agosto, apesar de estar inelegível. O TSE ainda decidirá sobre sua possibilidade de concorrência.
Entre as iniciativas propostas nos programas formalizados junto à Justiça Eleitoral destacam-se a implantação de centros de processamento de dados, expansão de redes 5G, construção de ferrovias, promoção de industrialização e preservação da Caatinga.
Romeu Zema (Novo) é o único candidato com representatividade nas pesquisas que não menciona o Nordeste em seu programa. O termo desenvolvimento regional aparece apenas associado a políticas culturais. Hertz Dias (PSTU), Rui Costa Pimenta (PCO) e Wilson Grassi (Democrata) também não citam a região nem falam sobre desenvolvimento regional em seus planos.
Rui Costa Pimenta declarou em nota que o programa do PCO se aplica integralmente ao Nordeste, pois não trata a região como uma questão administrativa isolada do restante do país. Zema, Hertz e Grassi foram contactados mas não forneceram informações.
Segundo Tânia Bacelar, economista e socióloga especializada em desenvolvimento regional, é fundamental que o Nordeste receba tanto políticas específicas quanto prioridade nas propostas de alcance nacional.
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