Paulo Gonet assume defesa da PGR em julgamento sobre investigação contra Alexandre de Moraes

Procurador-geral representará instituição em decisão do STF que pode abrir inquérito contra ministro



O procurador-geral da República, Paulo Gonet, atuará como representante da PGR (Procuradoria-Geral da República) no julgamento marcado para terça-feira (15), que pode autorizar abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.

Segundo informações da CNN, Gonet optou por não assinar manifestações e pareceres ligados ao caso Master perante o STF (Supremo Tribunal Federal), aguardando análise do Conselho Superior do Ministério Público Federal sobre suas explicações a respeito de mensagens que trocou através de intermediários com Daniel Vorcaro.

Um documento da Polícia Federal, divulgado há quinze dias pelo ministro André Mendonça da corte suprema, relata que o advogado Ciro Soares, ex-consultor jurídico do Banco Master, atuou como intermediário em conversações entre Gonet e o empresário banqueiro Daniel Vorcaro.

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Em correspondências entre Ciro Soares e Vorcaro datadas de 14 de abril de 2024, o jurista comenta que "Gonet demonstra firmeza" e ressalta que "a amizade é tudo", solicitando posteriormente que o banqueiro verifique uma comunicação encaminhada.

Aproximadamente doze meses depois, em 15 de março de 2025, Ciro Soares enviou uma foto de Gonet a Vorcaro, instruindo o empresário a contatar o advogado, informando que "ele [Gonet] deseja comunicar-se com você [Vorcaro]".

Os dois participaram de quatro ligações de voz com durações individuais entre 17 e 57 segundos cada, além de uma chamada perdida de iniciativa de Vorcaro. Posteriormente mantiveram conversa telefônica de três minutos e quarenta e nove segundos.

Poucos dias após, em 28 de março, Soares repassou a Vorcaro mensagens de Gonet transmitindo congratulações e mencionando saudade. "Fantástico! Estou torcendo por vós! Já sinto falta de você! Estou partindo para Roma. Repasse essa comunicação para ele", teriam sido as palavras enviadas por Gonet através do intermediário ao banqueiro.

Associados de Gonet argumentam que o procurador-geral "possuía conhecimento limitado de Vorcaro" e "se viu com ele uma única ocasião", contestando a precisão e indicando "interpretações infundadas" contidas no inquérito policial. Essas autoridades mencionam que Gonet apresentará os esclarecimentos pertinentes em breve perante o Conselho Superior do MPF.

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