- Pela Redação
- 29/05/2023
Levantamento realizado pela Quaest e divulgado nesta segunda-feira (14) revela queda significativa na confiança dos brasileiros em relação ao Supremo Tribunal Federal. De acordo com os dados coletados, 56% da população não confia na instituição, representando um aumento de dez pontos percentuais comparado aos 46% registrados em agosto.
O índice daqueles que afirmam "confiar muito" no tribunal caiu dramaticamente para 9%, em contraste com os 18% do levantamento anterior. Simultaneamente, 30% dos respondentes indicaram "confiar pouco" na instituição, redução em relação aos 33% verificados no mês passado. O estudo apresenta margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Completando o cenário, 5% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder à questão.

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A sondagem investigou a percepção pública acerca do conflito envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, que tem como contexto as apurações relacionadas ao Banco Master. Conforme apontado pela pesquisa, 37% dos respondentes consideram que Mendonça procede corretamente no embate.
Por sua vez, apenas 16% avaliaram que Moraes age de maneira apropriada durante a disputa. Os dados também indicam crescimento desde agosto do percentual de eleitores que enxergam o STF como o Poder mais prejudicado pelo caso Master, embora predomine a visão de que a situação impacta a totalidade dos Três Poderes.
No âmbito político, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem procurado estabelecer distância em relação a Moraes enquanto critica abertamente Mendonça. Por outro lado, o pré-candidato oposicionista Flávio Bolsonaro defende o afastamento de Moraes e busca se aproximar de Mendonça.
A desconfiança apresentou crescimento na maioria dos segmentos políticos analisados. Entre o eleitorado independente, a desconfiança alcançou 65%, acima dos 50% documentados em agosto.
No segmento bolsonarista, embora a desconfiança tenha reduzido em relação ao mês anterior, permanece como a mais elevada entre todos os grupos. Neste mês, 69% manifestam não confiar no Supremo, comparado a 73% em agosto. Ressalte-se que esse percentual chegou a atingir 83% em março deste ano.
Entre os simpatizantes do governo Lula, a taxa de desconfiança oscilou de 27% para 30%. Contudo, a transformação mais marcante neste segmento ocorreu quanto à confiança integral: o percentual daqueles que afirmam "confiar muito" caiu de 41% em agosto para 23% no levantamento atual.
O levantamento Quaest entrevistou 2.004 indivíduos em todo o país entre 10 e 13 de setembro. A margem de erro situou-se em dois pontos percentuais, para maior ou menor, considerando intervalo de confiança de 95%.
A pesquisa, contratada pelo Grupo Globo, encontra-se registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-03607/2026.
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