Oposição articula candidatura única para disputar presidência do Senado contra Alcolumbre

Lideranças de direita se movimentam para frear reeleição do presidente da Casa após decisão do Planalto



A base de oposição ao governo Lula trabalha na construção de uma candidatura única para desafiar a recondução de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) à presidência do Senado Federal.

Nesta terça-feira (27), o senador Rogerio Marinho (PL-RN), que lidera a oposição na Casa, e Tereza Cristina (PP-MS), comandante do PP no Senado, devem se encontrar para negociar qual nome terá melhores condições de competir contra Alcolumbre. O presidente da instituição recebeu apoio formal do presidente Lula na segunda-feira para sua permanência no cargo.

Os dois líderes tentam conter o avanço das articulações de Alcolumbre junto aos partidos de centro, que já sinalizam apoio público à sua manutenção na presidência ainda nesta semana.

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A votação para a nova composição da Mesa do Senado acontecerá em 1º de fevereiro. Desde que Flávio Bolsonaro (PL) perdeu a disputa presidencial para Lula no domingo, a direita passou a enxergar a eleição da Mesa como o próximo embate entre governo e oposição.

A estratégia de Marinho e Tereza consiste em avaliar quem detém melhor viabilidade para derrotar Alcolumbre na votação.

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Pela conta do PL, a legenda possui 29 senadores na nova legislatura. Porém, para vencer são necessários 41 votos dos 81 legisladores. Já a matemática de Tereza Cristina aponta para a possibilidade de chegar aos 42 votos caso o PL coloque seus votos atrás dela e ela consiga angariar adesões isoladas de senadores contrários ao retorno de Alcolumbre em outras siglas.

Entre as lideranças de oposição existe consenso de que a candidatura de Tereza seria mais facilmente aceita pelos pares do que a de Marinho para enfrentar Alcolumbre.

De acordo com informações divulgadas pela CNN nesta segunda-feira, Alcolumbre contabiliza 48 votos para sua reeleição. Esse número, contudo, é questionado pela oposição, que sustenta que o presidente teria apenas 38 votos confirmados — número inferior ao necessário para vitória.

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Entre os obstáculos para reverter esse quadro está o interesse manifesto dos presidentes do União Brasil, Antonio de Rueda, e do PP, Ciro Nogueira, em garantir a recondução de Alcolumbre. O presidente do Senado já conversou com ambos e recebeu sinalizações positivas, além de outras agremiações como MDB, Republicanos e Podemos.

Ciro Nogueira possui particular interesse em se aproximar novamente da Presidência através do apoio a Alcolumbre, visando evitar que investigações do caso Precatórios avancem contra sua pessoa.

Senadores confidiaram à CNN que Ciro Nogueira teria declarado apoio a Alcolumbre sem consultar previamente sua bancada. Eles relatam ainda que o presidente do PP fechou este apoio em troca do comprometimento do União Brasil em respaldar Hugo Motta, seu apadrinhado político, para a reeleição na presidência da Câmara dos Deputados.

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