- Pela Redação
- 29/05/2023
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) proferiu críticas contundentes ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante uma transmissão ao vivo realizada na noite de quinta-feira (5), ao lado do deputado André Janones (Rede-MG). De acordo com o chefe do Executivo, o parlamentar teria se deslocado para os Estados Unidos com o objetivo de obter proteção, enquanto o qualificava como portador de má sorte.
"O meu adversário pegava a bandeira americana e ficava beijando e foi correr agora. Pé-frio, derrotou o Trump. Chegou nos Estados Unidos e o Trump perdeu. Foi lá para pegar proteção. Você vai ver a proteção que vai ter. Vai ter que voltar para o Brasil para receber os processos que tem", declarou Lula durante o encontro virtual.
Na mesma ocasião, o presidente enfatizou que sua reeleição representou uma conquista de alcance internacional, destacando as derrotas eleitorais sofridas por líderes conservadores em seus respectivos países. Segundo Lula, sua vitória foi significativa não apenas para o Brasil, mas também para a comunidade internacional.

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"Eu ainda estou meio embevecido com o significado dessa vitória. Porque foi uma vitória não para o Brasil, foi uma vitória para o mundo. Mais coisas importantes é que na mesma semana que eu ganhei o Netanyahu perdeu em Israel e, me parece, que o meu amigo Trump está perdendo nos Estados Unidos. Então, foi uma vitória extraordinária do povo brasileiro", ressaltou o mandatário.

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Lula revelou que experimentou uma pequena decepção ao não conseguir vitória já no primeiro turno das eleições, apesar de sua confiança desde o início do processo eleitoral. O presidente reconheceu críticas direcionadas à sua própria campanha e assumiu responsabilidade por possíveis erros estratégicos.
"Reclamei de vários atos públicos porque eu achava que a coisa não estava motivada, não estava, tinha alguma coisa faltando, mas eu continuei acreditando. A minha decepção foi quando eu perdi no primeiro turno. Realmente, eu não acreditava que eu tinha perdido o primeiro turno. Alguma coisa eu fiz e, ao invés de ficar culpando alguém, eu preciso saber é onde eu errei, o que eu não fiz para não ganhar as eleições", comentou.

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Após o primeiro turno, Lula implementou uma estratégia concentrada em regiões estratégicas do país. O presidente mencionou esforços específicos para recuperar votos em estados do Nordeste e em municípios relevantes, bem como o foco em conquistar Minas Gerais, o que contribuiu para seu êxito no segundo turno.
"A gente tomou como atitude recuperar os votos que eu tinha perdido em todos os estados do nordeste e algumas cidades importantes. Tomamos como decisão de ganhar as eleições de Minas Gerais. Então, eu acreditei", finalizou o chefe do Executivo.
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