- Pela Redação
- 29/05/2023
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) trabalha na elaboração de seu discurso para a COP31 (Conferência das Nações Unidas para Mudanças Climáticas), que será sua primeira declaração a líderes mundiais após vencer as eleições. No pronunciamento, o mandatário pretende enfatizar a importância de fortalecer o multilateralismo no enfrentamento das alterações climáticas globais.
De acordo com a diplomacia do Palácio do Planalto, o presidente segue refinando o discurso, considerando que a Conferência representa um dos principais pilares da política externa brasileira.
Lula embarca na próxima segunda-feira (9) para Antália, na Turquia, onde ocorrerá o evento entre os dias 11 e 12. O Brasil assumirá temporariamente a presidência do encontro. A edição anterior, sediada em Belém (PA) em novembro, foi marcada pela ausência de representantes dos Estados Unidos, apesar de Lula ter enviado convite direto ao presidente Donald Trump.

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O chefe da Casa Branca, oriundo de uma das nações mais poluidoras do planeta, é reconhecido por sua oposição às energias limpas e já qualificou publicamente as mudanças climáticas como uma "fraude".
Assessores internacionais do Planalto avaliam que o ambiente na Turquia será consideravelmente melhor em comparação à COP30. Dois fatores contribuem para essa percepção: a reeleição de Lula e os resultados das eleições parlamentares americanas, que resultaram em maioria democrata no Congresso dos EUA.
Durante evento no Palácio do Planalto nesta quinta-feira (5), Lula comentou sobre o deslocamento para a COP31, assegurando que o Brasil comparecerá como o país "mais estruturado e mais capacitado para debater a proteção climática". "Porque nós cuidamos", acrescentou.

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O presidente também mencionou o Mapa do Caminho, uma iniciativa brasileira que será apresentada aos líderes globais. O documento estabelece diretrizes para a transição do uso de combustíveis fósseis e combate ao desmatamento.
"Nós prometemos fazer o Mapa do Caminho, vamos chegar lá com o Mapa do Caminho. E nós queremos mostrar pra eles que nós não somos ricos, mas nós queremos servir de exemplo, como uma nação que tem compromisso com o mundo. Não é com o nosso país, é com o mundo", ressaltou.
Após a passagem pela Turquia, Lula segue para as Filipinas para participar da Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático), em Manila, nos dias 14 e 15.
O presidente também incluiu uma visita de Estado para o dia 13, ocasião em que serão assinados acordos bilaterais com a nação filipina.

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A ida à região integra os esforços do governo brasileiro para ampliar laços comerciais com os países do sudeste asiático.
A Asean é composta por 11 nações: Indonésia, Malásia, Filipinas, Singapura, Tailândia, Vietnã, Mianmar, Brunei, Camboja, Laos e Timor-Leste. Juntos, esses países apresentam um PIB (Produto Interno Bruto) de aproximadamente US$ 4 trilhões, posicionando o bloco como a quinta maior economia mundial.
O presidente retorna ao Brasil no dia 15, com chegada prevista em Brasília na manhã do dia 16.
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