- Pela Redação
- 29/05/2023
A escolha do indicado para a vaga no Supremo Tribunal Federal gera divisão dentro do círculo político do presidente Lula (PT). Um segmento defende o retorno da candidatura de Jorge Messias, enquanto outro grupo considera mais estratégico apontar Rodrigo Pacheco.
Segundo análise do especialista em política Matheus Teixeira, veiculada no programa Hora H desta sexta-feira (30), os aliados ligados ao Congresso Nacional veem em Pacheco o caminho para harmonizar relações com o Senado Federal e assegurar a aprovação. "A turma mais próxima do Congresso Nacional acredita que o caminho seria pacificar a relação com o Senado Federal e garantir a aprovação do nome do atual ministro do Tribunal de Contas da União".
Contrastando com essa visão, existe uma corrente que insiste na reapresentação de Jorge Messias. Seus defensores argumentam que Lula, após sua reeleição surpreendente, apresenta maior força política para emplacar seu candidato preferido.

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"Essa é a divisão, aqueles que entendem que indicar Pacheco seria o caminho mais tranquilo e garantido, e os outros que entendem que, agora que o presidente Lula está mais forte e conseguiu fazer mais de 60 milhões de votos, o Senado Federal vai ter que aceitar a sua indicação", explicou Teixeira.
Conforme Teixeira, quando a candidatura de Jorge Messias foi rejeitada anteriormente, Lula reagiu com intenso descontentamento.
"Portanto, virou meio que uma questão de honra para o presidente conseguir emplacar o advogado-geral da União no Supremo Tribunal Federal", ressaltou o analista.
Aproveitando os quatro anos adicionais de mandato conquistados na reeleição, essa fração do governo pretende usar a composição atual do Senado Federal—tida como "menos à direita do que será a próxima"—para viabilizar a aprovação de Messias.
Teixeira esclareceu que ainda não existe definição. Imediatamente após vencer as eleições, Lula se encontrou com Davi Alcolumbre (União-AP) e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para debater a indicação ao STF.
O especialista recordou que Pacheco era o favorito de Davi Alcolumbre desde o princípio, além de contar com avaliação positiva de ministros da própria corte.
"O presidente vinha falando nos bastidores que a escolha do nome a ser indicado ao STF é prerrogativa do Executivo. O Senado escolhe ou veta, mas quem escolhe o nome é o presidente Lula", afirmou Teixeira.
Acrescentou ainda que o apoio à candidatura de Alcolumbre para a presidência do Senado Federal também pesa nas negociações políticas: "Tudo indica que ele será o candidato do governo, mas presidente Lula também vai cobrar uma fatura."
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