- Pela Redação
- 29/05/2023
O senador Flávio Bolsonaro (PL) anunciou nesta sexta-feira (30) que indicará Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, para a presidência da Casa Legislativa. Em transmissão ao vivo realizada após deixar o Brasil, o candidato que perdeu a disputa presidencial reforçou sua posição de que o Congresso Nacional deve funcionar como principal polo de resistência durante o novo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Marinho, que coordenou a campanha presidencial de Flávio, é um dos principais nomes da direita interessados em ocupar o comando do Senado. Sua candidatura enfrenta a disputa direta com o presidente atual da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), que tenta sua reeleição, além da possível concorrência da senadora Tereza Cristina (PP-MS).
Conforme revelado pela CNN Brasil, Alcolumbre tem discutido a viabilidade de conceder anistia ou indulto a Jair Bolsonaro (PL) em estratégia para conquistar o apoio de parlamentares ligados à direita. O senador apresenta tal medida como componente de uma agenda voltada à pacificação política.
O presidente da Casa também conta com o apoio direto do Palácio do Planalto para sua recondução. Lula garantiu publicamente o suporte da base governista à reeleição dos presidentes do Senado e da Câmara, confirmando apoio a Hugo Motta (Republicanos-PB), em encontro na segunda-feira (26), na residência oficial.

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Flávio argumentou que a eleição de Marinho representaria uma estratégia de resistência e contestação às ações do novo governo. Ao questionar os rumos das políticas econômicas adotadas por Lula, o senador previu dificuldades adicionais para a economia nacional e revelou sua intenção de prosseguir sua atuação política mesmo do exterior.
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