- Pela Redação
- 29/05/2023
Um operário de usina hidrelétrica atingida pela devastadora avalanche de lama que destruiu múltiplas localidades na região fronteiriça entre Nepal e Tibete na quarta-feira (26) compartilhou registros pessoais de sua experiência ao lado de colegas durante o sinistro através da rede social Instagram.

Nas gravações impressionantes, Vivek Shrestha aparece inicialmente em atitude tranquila, documentando a aproximação da inundação. Contudo, ao constatar a magnitude do fluxo de água e perceber o perigo iminente, passa a correr e escalar buscando alcançar um ponto mais elevado na encosta.
O registro, que captura toda a angústia e tensão vivenciada pelos colaboradores, obteve alcance massivo na internet, ultrapassando 36,6 milhões de visualizações. Em sua postagem, Vivek relatou: "Hoje houve uma enchente em Mailung, em Rasuwa, e estou em estado grave. Fui resgatado de helicóptero".
Após conseguir segurança, o operário registrou outros dois vídeos complementares. Na segunda gravação, já a salvo, documentou a intensidade do volume aquático descendente pelo rio. Na terceira, após a situação se estabilizar, ele e os companheiros de trabalho aparecem repousando próximo ao leito do rio, que apresentava reduzida quantidade de água e significativa acumulação de lama, aguardando a operação de resgate.

Dimensão do Desastre
O número de vítimas fatais decorrentes da avalanche de lama ultrapassou 300 conforme informações das autoridades na manhã de quinta-feira (27). Aproximadamente 1.500 indivíduos permanecem desaparecidos, enquanto operações de salvamento continuam em andamento entre camadas de lama e estruturas destruídas.
A comunidade de Syabrubesi, conhecida como ponto inicial da célebre trilha de Langtang, foi atingida juntamente com outras regiões visitadas por peregrinos religiosos hindus que realizam a jornada ao Kailash Mansarovar.

Importância Estratégica da Região
A zona afetada compreende uma região de relevância turística e fronteiriça, circundada pela icônica Cordilheira do Himalaia. Embora pouco densamente povoada, funciona como conexão entre diversas municipalidades e abriga instalações produtoras de energia hidrelétrica, um terminal portuário, além de um posto fronteiriço entre Nepal e China (que administra o Tibete), representando uma das principais vias de intercâmbio entre as duas nações.
Documentações visuais adicionais do local, divulgadas ao longo de quarta-feira, revelam cenários aterradores incluindo a desintegração do porto de Gyirong e o desespero de passageiros em uma composição de transporte coletivo em uma das localidades nepalesas destruídas.
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