- Pela Redação
- 29/05/2023
A bancada de direita e a oposição no Senado Federal reversaram sua posição estratégica frente à PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que prevê o término da jornada de trabalho 6x1, decidindo agora apoiar a votação da matéria, conforme apurou o diretor de Jornalismo da CNN em Brasília, Daniel Rittner.
Esta mudança de curso representa um pivô relevante em comparação às articulações políticas que predominavam até a semana anterior entre os blocos parlamentares.
Conforme relato de Rittner na programação do WW de segunda-feira (12), a apreciação estava originalmente marcada para quarta-feira (14), contudo ambos os lados do espectro político avaliam que a votação ocorrerá efetivamente apenas na quinta-feira (15).
A inclusão do projeto na pauta foi determinada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que assumiu o compromisso de apresentar a proposta ao plenário para deliberação.

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Até a semana imediatamente anterior, conforme informado por Rittner, o bloco de direita adotava como tática principal a obstrução máxima da votação, buscando ganhar tempo para deslocar a análise da PEC para o período subsequente ao segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
Caso a estratégia de obstrução fracassasse, o segundo plano consistia em aprovar emenda que alterasse o conteúdo do texto, enviando-o novamente à Câmara dos Deputados, impossibilitando assim a promulgação até o dia 25 do mês em curso.

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O fundamento dessa tática de obstrução era impedir que uma possível aprovação da iniciativa gerasse benefício político para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o primeiro turno eleitoral.
Todavia, assessores vinculados à campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) começaram a considerar que se opor à PEC poderia representar prejuízo eleitoral ainda maior.
Conforme explicado por Rittner,
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