- Pela Redação
- 29/05/2023
O advogado Marco Aurélio de Carvalho, que representa Fábio Luiz Lula da Silva, conhecido como Lulinha, argumentou que a Polícia Federal não teve coragem suficiente para arquivar o inquérito que investiga o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A declaração foi feita em entrevista concedida à CNN Brasil na segunda-feira.
Fábio Luiz está sendo investigado por suspeita de tráfico de influência e corrupção em operações envolvendo empresas junto ao governo federal. A investigação ganhou impulso após a divulgação de sua proximidade com a empresária e lobista Roberta Luchsinger. Em dezembro de 2025, Luchsinger se tornou alvo da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes em benefícios previdenciários do INSS.

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O defensor de Lulinha sustentou que a relação entre seu cliente e Roberta Luchsinger é meramente amigável, sem qualquer envolvimento indevido.
"Na minha avaliação, faltou coragem para a PF arquivar esse inquérito, porque é o que a PF tinha que fazer em relação à Roberta e ao Fábio. Não arquivou porque era o filho do presidente Lula e porque era amiga do filho do presidente Lula", declarou o advogado.

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O profissional ainda fez comparação com cenários políticos alternativos: "Se ele fosse filho do ex-presidente Jair Bolsonaro em um governo Bolsonaro, um inquérito não seria nem instaurado. Mas, sendo filho do presidente Lula, num governo do presidente Lula, ele vai ser investigado e deveria ser investigado, na minha opinião, se tivessem motivos. Nesse caso, não há motivos para que ele seja investigado", completou.

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